segunda-feira, 14 de abril de 2014

Educação ambiental.


 

3) O homem da terra: sem terra e com terra.Fotos 3 e 4.

    “Sem terra” significa aquela pessoa que milita ou é seguidora do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. A primeira incoerência está na frase “trabalhador rural sem terra” porque sem terra não há trabalhador rural. MST é um movimento político partidário.

Vamos mostrar um pouco desse Movimento no Nordeste; não conhecemos o movimento em  outras Regiões, mas se o movimento é constituído e administrado por brasileiros, tem as mesmas qualidades e os mesmos defeitos em todo o Brasil, mas no Nordeste tem  a fragilidade climática que moldura o homem. A única qualidade do MST, que inclusive nos surpreende, é a tenacidade em impor suas vontades enfrentando governos e latifundiários, com as mesmas armas, sacrificando valores sociais e culturais arraigados em uma formação pacífica e secular (o homem do Nordeste), agindo com a força bruta, particularmente estranha para o nordestino que, como se diz por aqui, morre na “tuia”, sem luta.

Outro fato que nos intriga é como esse Movimento consegue arregimentar milhares de pessoas em torno de “uma causa”, mantendo-se fiéis, apesar dos riscos, dos fracassos, vivendo de forma desumana em barracos e privações alimentares; como alimentar esses simpatizantes do Movimento e ainda, dar salários aos seus militantes, se nada produzem durante a luta pela terra; supõe-se que o MST recebe recursos externos de governos que desejam ter esse Movimento na “direção” política e administrativa do Brasil.

Vaza informações de que o Movimento consegue captar recursos, também, dos empreendimentos do governo Federal em cooperativas, assentamentos administrados pelos “com terra”, pessoas que integraram o MST e agora com terra permanecem ligadas, apoiando incondicionalmente, inclusive apoio financeiro. A relação do MST com o atual governo é “entre tapas e beijos” como se diz na MPB; as tapas são públicas, mas os beijos são da intimidade dos dois, o que acontece em surdina, por baixo do pano.

No Nordeste os “sem terra” estão em condições de vida melhores do que se estivessem fora do Movimento; os assentados do INCRA, os “com terra”, ex-sem-terra, tem a terra, tem a moradia, recebem recursos do Governo, mas continuam na mesma “desgraça” de antes, já que o conhecimento que se tem da terra, no Nordeste (inclusive os técnicos) são incompatíveis com as novas condições climáticas; essas pessoas teriam melhores condições de vida se voltassem ao MST. Os objetivos do MST de ocupar, resistir e produzir não são necessários no Nordeste, porque em 80% dos casos os “sem terras” são estimulados, (ou convidados) pelos fazendeiros a ocuparem as terras, forma de vender, para o Governo, terras esgotadas, salinizadas, com água salgada (nos reservatórios e subterrânea, imprópria para a vida nas terras emersas); neste caso não vai haver “resistência”, nem tampouco produção.

De acordo com os dicionários da língua portuguesa, TRABALHO é aplicação de forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim; é baseada nessa vaga definição de “trabalho” que o MST é formado por “trabalhadores rurais sem terra”.
Transcrito do Informativo O Veredicto, 2.006.

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