sábado, 21 de setembro de 2013

Educação ambiental.

Hoje, 21 de setembro, é  dia da árvore; é com tristeza que nós, dsoriedem.blogspot.com, única fonte de Educação ambiental científica na Terra publica esta imagem  degradante da árvore frutífera  com maior potencial de produção e econômico do Nordeste  semiárido; Trata-se do cajueiro; estamos (a fotografia) na localidade Arisco do Ernesto, área rural de Riachuelo, agreste do RN, na pequena propriedade do Sr Cícero Barbosa de Lima, na 4ª reportagem iniciada ontem, sobre esse nordestino que representa 70% do Homem nordestino, inclusive eu;  aqui se vê as plantas rasteiras, verdes no chão, enquanto o cajueiro está morto; é um fenômeno que vem acontecendo em todo semiárido nordestino, uma grande perda de fonte de renda para o agricultor nordestino; o fruto do cajueiro é na realidade a castanha, amêndoa, ou seja, a semente da reprodução da espécie; a castanha é funcionalmente o óvulo, e o caju, com a seiva que alimenta  a castanha é o ovário; na realidade são duas frutas de alto valor comercial; a explicação para esse desastre  ambiental que tirou tantos empregos no Nordeste, inclusive com  o fechamento de fábricas de beneficiamento de castanha de caju no RN, tem uma causa bem definida: Por razões óbvias que resultam da agropecuária paleolítica que nós praticamos no Semiárido há 300 anos, o clima  chegou ao ponto do colapso, e não é apenas as árvores frutíferas que estão morrendo; a jurema, por exemplo, uma das árvores leguminosas mais adaptadas no semiárido, fonte de lenha e carvão, também estão morrendo; o desastre acontece também com os coqueiros, goiabeiras, pinheiras; o desmatamento incondicional,  predador,sempre com fogo, no NE, concorreu decisivamente para que todas as variáveis atmosféricas dos 4 elementos da Natureza fossem alteradas, e consequentemente o clima ficou mais agressivo, hostil à vida; sabe-se que a flora e a fauna escolhem o lugar para nascer e viver de acordo com os 4 Elementos da Natureza e suas variáveis atmosféricas; nada acontece por acaso na Natureza; o mesmo princípio se aplica à agricultura e à pecuária; Um dos elementos do clima que mais sofreu transformação foi a oferta de chuvas; as variáveis atmosféricas são interdependentes, de tal forma que alterando-se uma delas, as demais são naturalmente levadas a se modificar, adaptando-se, para o equilíbrio ambiental; as plantas e os animais fazem parte desses elementos; não é por acaso que na zona da mata RN, que chove (chovia) mais de 2.000L/m²/ano de água doce tem árvores com 30m de altura, enquanto que no agreste RN somente tem árvores desse porte nas várzeas dos rios; as plantas que existem naturalmente na zona da mata RN não nascem nesta área do agreste RN, e vice-versa, que estar a 50km (em linha reta) da faixa de terras chamada zona da mata; enquanto a zona da mata tinha uma massa vegetal nativa de até 1m³/m², no agreste a massa vegetal é 0,3m³/m²; o mesmo acontece com a fauna; o porte, a variedade, a densidade populacional da fauna de um lugar é proporcional à massa vegetal (flora); o mesmo acontece com a agricultura; Imaginem se o Homem tentasse, como já aconteceu nessa área do agreste, trazer  o canavial da zona da mata para cá - seria desastre na certa; fora da zona da mata nordestina, e fora do Nordeste amazônico, só se planta cana-de-açúcar nos brejos de altitudes do sertão, que mesmo recebendo baixa oferta de chuvas, a composição e relevo do terreno permitem armazenar água subterrânea, doce das chuvas,  a ponto de criar os olhos d`água, aflorando na superfície da terra devido o saturamento do lençol de água.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Educação ambiental.

 O curral do gado do Sr Cícero Barbosa de Lima; ano passado, 2.012, morreram 3 bichos (gado bovino) por causa da seca, mas ainda tem 3 bichinhos: a vaca (da fotografia) que está "amojada" (prestes a parir), uma novilha (vaca nova) também amojada, e uma bezerra; entre abril de 2.013 e setembro 2.013 a área recebeu 500mm de chuvas, 500L/m²/ano, suficientes para criar pasto verde, ração para o gado comer em 6 das 9 hectares da propriedade; nos 3 hectares restantes se plantou feijão macassar e milho que deu para a família comer nesses últimos 2 meses, e ainda tem 120kg de feijão (grãos secos) e 150kg de milho; o feijão dar para a família comer durante 120 dias, e o milho (seco) é para as galinhas, fonte de ovos e carne, comerem. Este volume de chuvas é acima da média de chuvas nessa área do agreste RN, mas é uma exclusividade no RN semiárido em 2.013; Somente essa parte do agreste RN recebeu mais de 400mm de chuvas, enquanto que na zona da mata RN - de Ceará Mirim a Canguaretama choveu mais de 800mm; no sertão RN a maioria dos açudes não tem água, os grandes açudes não tomaram água, não tem alimento para o gado, mais um ano perdido. É bom ressaltar que no Oeste Norte riograndense há municípios que receberam 300mm em duas precipitações de chuvas, em curto período, fazendo com que alguns açudes enchessem, mas como não houve continuidade das chuvas, o pasto nasce e morre em seguida; o Homem planta lavoura de milho e feijão,  a semente germina, e morre no chão seco, onde a evaporação de água do solo é de 3,5L/m²/dia, e a evaporação nos açudes é de 11L/m²/dia;  300mm de chuvas significam 300 milhões de litros de água por km², um dilúvio; se o Homem nordestino soubesse captar e armazenar, racionalmente 10% dessa água, ou seja, em 900.000km² do semiárido não haveria seca, fome, Etc, Etc; seriam captados em 90.000km² x 300.000.000= 27.000.000.000.000 de litros de água, que deveriam ser armazenados em milhares de projetos, sem perda, sem fuga, sem contaminação.

Educação ambiental.

3 casinhas da propriedade rural do Sr Cícero Barbosa de Lima; tem energia elétrica, e nesta data (20/09/2.013) tem 2 cisternas e um tanque que armazenam o líxo-líquido captado, no período das chuvas, nos telhados imundos das casas, onde moram ou transitam ratos, cobras, morcegos, todos os tipos de insetos rastejantes e alados, todos fazendo suas necessidades fisiológicas nessa área,  e consequentemente microrganismos; as cisternas e o tanque (que inclusive é aberto, sem tampa) armazenam cerca de 56m³. Quando esses depósitos secarem a família vai depender do carro-pipa, ou trator-pipa que transportam o líquido do abastecimento urbano da sede do município, uma verdadeira loteria entre a vida e a morte.

Educação ambiental.

Parte da família do Sr Cícero Barbosa de Lima que moram numa pequena propriedade rural do agreste RN que moram em 3 casinhas de alvenaria que há 14 anos substituíram as casas de taipa, uma benesse do Governo federal, da época, que tinha uma programa de substituir todas as casas de taipa, da zona rural, mas também nas cidades do Nordeste, tendo em vista que aquelas casas hospedavam (nas brechas da parede de barro cru) o besouro barbeiro, portador do protozoário Tripanossoma Cruzi transmissor da doença de Chagas. Na  época dessa fotografia, em março de 2.013, em plena seca NE, a família de 10 pessoas (faltam dois membros na foto) se mantinham com o salário da  aposentadoria do Sr Cícero, e das bolsas do governo federal por conta dos netos (filhos de Damião à direita) que frequentam alguma escola nas cidades próximas, cerca de 130 reais por pessoa ao mês, que para os institutos de brasileiros oficiais de pesquisa significam mais de um dólar por pessoa ao dia, portanto fora da linha de pobreza.

Educação ambiental.

Educação ambiental científica é também ciência social; geologia, geografia, história. Nesta fotografia o Sr Cícero Barbosa de Lima em frente a sua casa na zona rural de Riachuelo, agreste do RN;  tem 75 anos de idade, nasceu na zona rural de Ceará-Mirim - RN , zona da mata nordestina; a citação das duas sub-regiões contíguas, diferentes geográfica e ecologicamente, é necessária para entendermos um pouco da vida desse Homem nordestino, produto do meio; enquanto na zona da mata, que nasce em Ceará-Mirim-RN e vai até o RGS, antiga mata atlântica, hoje com pequeno vestígio de mata preservada em Nísia Floresta-RN, a oferta de chuvas é de média de 1.500L/m²/ano, no agreste RN é de 400L/m²/ano; enquanto em Ceará Mirim, ZM, tem água doce subterrânea a partir de 10 metros de profundidade, no agreste RN toda água subterrânea, se houver, é salgada; enquanto na zona da mata NE, solo de massapé, não se vê, sequer, um lajedo ou pedra aflorada, no agreste RN os lajedos e serras (modestas) de pedras ocupam 30% da área; Baseando-se nesta pequena explanação sobre as características geográficas e ecológicas das duas áreas, sub-regiões, fica claro que se a água DOCE é o principal elemento que constitui os corpos vivos de animais e vegetais (agricultura e pecuária - produção de alimentos) das terras emersas, fica claro que o melhor lugar para o Sr  Cícero viver seria na zona da mata onde nasceu; aqui entra a História: o Brasil nasceu na zona da mata nordestina por causa da grande fertilidade do solo e abundância de água doce - rios, riachos, subterrânea; durante 300 anos a zona da mata nordestina, inclusive os 2.000km² no RN foram ocupados pelos canaviais; Ceará-Mirim teve Usinas, e engenhos de açúcar, rapadura, mel, aguardente, terras pertencentes a grandes usineiros e senhores de engenhos que foram passando de pais para filhos (herdeiros) onde o Sr Cícero e seus pais trabalhavam no plantio, no corte e na "limpa" da cana, sem qualquer chance de ter seu "pedaço de terra"; atualmente partes dessas terras pertencem aos assentados do INCRA; o sonho de ter um pedaço de terra fez o Sr Cícero EMIGRAR da zona da mata fértil, úmida, para o agreste semiárido; Hoje as terras da zona da mata RN estão esgotadas, já não tem todos os rios e riachos perenes; a oferta de chuva média foi reduzida para 1.000L/m²/ano, os lençóis subterrâneos estão baixando (secando, ficando salgado); o agreste RN que o Sr Cícero conheceu há 50 anos, semiárido, está em processo de desertificação; Mas o Sr Cícero conseguiu juntar dinheiro para comprar o pedaço de terras de 9 hectares, onde mora, seu grande sonho de criança; com esta postagem damos início a uma  série de postagens  sobre Sr Cícero Barbosa de Lima, e sua família, na localidade rural chamada Arisco do Ernesto, área rural de Riachuelo-RN; esse nosso empenho científico, neste trabalho de educação ambiental científica, e ciência social deve ser uma grande fonte de informação para as autoridades brasileiras, institutos, universidades, e similares, mas principalmente por que dsoriedem.blogspot.com - única Fonte de Educação Ambiental Científica, que tem apenas 14 meses de vida, chega a 34 países, incluindo o Brasil, onde 12 desses países são assíduos nas visitações diárias, de mais de 1500 postagens, 28.000 visitações, também postadas no Twitter.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Educação ambiental

O que se ver nesta fotografia? um açude? Um  buraco escavado no chão por algum órgão do governo federal,  no semiárido nordestino, que segundo informações   "técnicas", digo, falsa propaganda dos agentes promotores da ideia, seria para juntar água das chuvas, no tempo das chuvas, para que os pequenos agropecuaristas, e assentados do INCRA tivessem água no verão (de até 11 meses sem chuvas) para seu gado beber; essa área, no agreste RN, recebeu em 2.013 mais de 500 mm de chuvas, mais de 500 L/m² de água das chuvas; esse pequeno açude, chamado barreiro, construído pelo governo federal em um lote de terras do "assentado" tomou água das chuvas em 2.013, e até sangrou (excesso de água), mas: 1) a parede do açude é feita de areia, sem alicerce, com alta drenagem de água; 2) a evaporação de água de açude (superfície livre) que no final do Século XX era de 6 litros X m² X dia,  já é de 11 litros X m²  X dia, o que mostra que a seca nordestina é simplesmente cultural; nada a ver com falta de chuvas;

Educação ambiental

Para explicar a razão de tantas garças nesse ambiente é justo e necessário  entender que esta área com plantas rasteiras verdes, vivas, representa 6% do Rio Grande do Norte onde as chuvas de 2.013 foram suficientes para gerar vida; essas plantas tem ciclo de vida de 150  dias, nasceram em março/13 e já estão secando, morrendo; consequentemente todos os insetos, particularmente grilos, gafanhotos que comem plantas, estão se concentrando nessa área que tem COMER; as garças estão comendo os insetos; essas aves costumam se alimentar dos carrapatos do gado bovino, sendo comum 2 ou 3 garças acompanhando um boi, uma vaca, sempre observando o corpo do bovino para identificar o carrapato; como 80% do gado bovino no semiárido morreram entre 2.012 e 2.013, as garças que já não tem carrapatos para comer agora incluíram outros insetos no cardápio - grilos, gafanhotos; Assim se completa O Ciclo Alimentar da vida na Terra: o chão gera  as plantas (se tiver chuvas), o gado come as plantas, o carrapato (inseto) se alimenta do sangue do gado, o Homem toma o leite e come a carne do gado, o gado defeca e urina no chão fertilizando o solo, alimentando as plantas; neste caso o ciclo alimentar é deficitário por que o Homem armazena seus excrementos (que deveriam voltar ao solo, ao pó) nos poços,  rios, canais; Vejamos outro exemplo do ciclo alimentar: o solo gera plantas, os grilos, gafanhotos comem as plantas,  e defecam estrumando a terra; as garças comem esses insetos, defecam alimentos da terra, das plantas, CIÊNCIA exata da Natureza.