quarta-feira, 2 de abril de 2014

Educação ambiental.


4)elemento da flora fauna. O agreste. Fotos 3,4,5 e 6.
   Agreste é uma microrregião do Nordeste, que separa a zona da mata, do sertão. É uma faixa de terras com largura variando de 50km a 70km, com cerca de 800km de extensão, do RN (Bento Fernandes) ao Estado da Bahia. Os estados MA, PI, CE não tem agreste porque não tem zona da mata, mas todos os Estados do Brasil têm sertão.
A zona da mata nordestina pertence a (então) mata atlântica que vai do RN ao RS.
No agreste o relevo, o solo, a vegetação (nativos), o índice pluviométrico, a pressão atmosférica, a umidade do Ar e do chão, a direção e intensidade dos ventos, a Luz Solar incidente e refletida é o meio-termo desses elementos na zona da mata e no sertão. Exemplo: o índice pluviométrico (natural) na zona da mata é de 2.000mm ao ano, no agreste é de 1.200mm e no sertão é de 800mm. As elevações do agreste são modestas, com altitude de até 300m, cabeços e serrotes cobertos de lajedos e pedras irregulares, ilhadas por um terreno e vegetação (nativos) de cerrado. A vegetação das elevações também é de cerrado, mas como o agreste é conectado ao sertão, há  também plantas de caatinga.
Entre o agreste e o Mar fica a zona da mata(hoje sem matas), de modo que a distância do agreste para o Mar depende da largura da zona da mata.
A largura da zona da mata varia de 20km no RN a 100km na Bahia;
Sertão é um lugar longe do Mar, afastado do litoral. No RN o sertão está separado do Mar pelo agreste e zona da mata. A zona da mata, o agreste e o sertão no RN são áreas heterogêneas bem definidas.
O solo do agreste  tem uma grande diversidade de composição, textura, cor, para os mais variados fins industriais. A exemplo do sertão, o agreste tem lajedos emergentes extensos, mas não há caatinga(é típica do sertão nordestino). Há muitas várzeas largas e extensas margeando os riachos. A vegetação do agreste, cerrado, é umburana, angico, aroeira, ipê, catingueira, mororó, feijão bravo, cumaru, mulungu; 30% de vegetação de caatinga – marmeleiro, velame, pereiro. A jurema adulta no agreste chega a 10m de altura.
Enquanto o sertão foi explorado na criação de gado bovino, o agreste, (com outros elementos climáticos) foi ocupado com lavoura de cereais e legumes, até que o clima foi modificado (inclusive a oferta de chuvas) com essa degradação, favorecendo a invasão de plantas de caatinga. O solo de sedimentação do agreste tem (tinha) espessura que varia de 30cm a 2m, mas como o terreno é ligeiramente ondulado, inclinado, o arado do trator e da capinadeira o extraiu, reforçado pela erosão, e hoje 40% do agreste não tem solo (o que se vê é subsolo pedregoso). Por ser uma faixa de terras muito estreita, não há rios nascendo. Os rios que se vê no agreste nascem no sertão. No agreste os riachos tem bacia hidrográfica inferior a 30km². 40% das largas e extensas várzeas estão salinizadas, resultado da degradação ambiental. O agreste do NE ainda pode ser restaurado, porém a tecnologia (?) empregada (e conhecida) pela comunidade científica brasileira só agrava o problema; é potencialmente incompatível com a solução que o problema requer.
É pura estupidez.
O agreste é contemplado, ainda, com um índice pluviométrico que varia de 200mm a 800mm ao ano, que correspondem a 200/800 litros de água por metro quadrado, um verdadeiro dilúvio que o homem (ainda) não sabe UTILIZAR.
 Quer dizer: a seca nordestina é simplesmente cultural.



5)Problema  social.  Aposentadoria do Funrural.
   A idéia de se criar um Fundo como previdência para amparar o trabalhador rural na velhice ou na invalidez surgiu no governo de Getúlio Vargas, porém só funcionou, de fato e de direito, a mais de 25 anos, no chamado “governo militar”. É administrado pela previdência social e ampara idosos e inválidos de qualquer ramo trabalhista, mesmo que nunca tenha contribuído com o Instituto de Previdência. O governo alega que a arrecadação das taxas da massa ativa trabalhista não dar para cobrir “o rombo da previdência” e certamente chegar-se-ia ao colapso, se o Governo não dispusesse da arrecadação da maior carga tributária do Planeta.
A manutenção do Funrural amparando milhões de pessoas indefesas, sociais e intelectualmente, em um país onde tudo é provisório e imediatista, é faz de conta “, pode ser o único milagre brasileiro; a  melhoria da expectativa de vida, inclusive do homem nordestino, é exclusivamente da aposentadoria do Funrural, onde um salário mínimo sustenta 5 a 12 pessoas.
No semiárido nordestino existem pelo menos 1.000 municípios que já teriam desaparecido do mapa se não fosse o dinheiro do Funrural que circula na cidade todo mês. Circulam, do Funrural, em cada um desses miseráveis municípios, de 600 mil a um milhão de reais por mês. Não é muito mas já é alguma coisa para esses municípios que nada tem, nada produzem, sem emprego e sem renda.
Os recursos para o pagamento dos aposentados do Funrural contraria uma lei mercantil: a procura pelos recursos é maior do que a oferta(produção); de onde se tira e não se repõe, acaba.
É fácil vislumbrar que o Governo Brasileiro não vai ter condições de manter essa farra por muito tempo. Convem salientar que a aposentadoria do Funrural não é o programa assistencialista mais maléfico ao Brasil; existem outros, a exemplo do fome zero (90% de fome) que distribui, por mês, de 40 a 95 reais(dependendo do tamanho da família) para alimentar(?) inúmeras pessoas, paternalismo e assistencialismo que viciam o homem culturalmente fragilizado.
 Será que este país ainda vai dá certo ?


6)Administração e política públicas inválidas.

   Alguém já disse, com muita propriedade, que o Brasil não é um país sério, naturalmente se referindo ao povo brasileiro. De fato somos um povo irresponsável, preguiçoso,  exibicionista, egoísta...  herança cultural do português medieval explorador do Brasil, do escravo africano e do índio local.
Não há como nos desvencilharmos dessa “desgraça” porque é doença do sangue. O maior exemplo (além da corrupção generalizada) está na administração pública dos municípios do Nordeste, onde a miséria favorece esse comportamento e a mídia não tem interesse (econômico) de expor.
Nós que fazemos o Veredicto temos um compromisso com Deus e com a vida de mostrar essas vísceras cancerígenas, porque para nós, conscientes, o homem é o centro e a razão de tudo que acontece  ou deixa de acontecer no Planeta Terra; por outro lado, não há como mostrar os problemas ambientais ignorando-se os problemas sociais.
Não vamos apontar o problema da corrupção na administração pública porque seria mostrar o óbvio; vamos dar uma pincelada nos desmandos e abuso do poder que caracterizam a maioria das administrações municipais no Nordeste e também não vamos citar nomes de lugares ou de pessoas.  
Como já dissemos em outra Seção deste Veredicto, no semiárido nordestino há, pelo menos, 1.000 municípios que sobrevivem dos recursos do FPM, FPE, repasse de impostos, aposentadoria do Funrural, programas paternalistas e assistencialistas do Governo Federal, e também de verbas, a fundo perdido, alocadas para o município por algum deputado federal ou senador, para obras fictícias, fantasiosas. Se o prefeito é aliado do Governo do Estado há outras formas de entrar recursos, normalmente repasse de verbas federais. Existem casos, bem conhecidos, de prefeitos que multiplicaram seu patrimônio (e de sua família) em 50.000 vezes durante os 2 mandatos de 4 anos. Não há prestação de contas, porque os órgãos fiscalizadores não querem “trabalho”, e não há oposição na câmara de vereadores.
Se o prefeito é amigo do (a) governador (a) os recursos saem da conta corrente do governo para a conta corrente da prefeitura, sem testemunhas. No semiárido nordestino só há uma forma de se ter sucesso financeiro – ser beneficiado pelo dinheiro (público) fácil que circula no mundo político. O nordestino miserável, flagelado social e culturalmente, vota no candidato que paga mais e por isso o político está sempre buscando recursos, a qualquer  preço;  
Vende a alma, mas em compensação tem o poder vitalício ou hereditário na mão. Os munícipes vivem entre o céu e inferno financeiro, de acordo com o grau de amizade com (a) prefeito(a).
Conhecemos casos de pessoas que têm 3 contra-cheques pagos com o FPM – Vereador, funcionário da prefeitura e secretário municipal. Enquanto isso 60% da população do semiárido sobrevivem dos programas assistencialistas do governo federal. No Nordeste há 20 milhões de pessoas que recebe, cada individuo, menos de 1.000 calorias na(s) refeição(ões) diária (s).
A Região nordestina produz menos de 30% do alimento que consome, apesar de ter, ainda, uma área úmida e fértil com 675.000km², 33 vezes maior do que o Estado de Israel, deserto que produz 60% do seu alimento. No Brasil há duas atividades que funcionam bem, a contento: futebol e carnaval: Levar vantagem em tudo e aplicar, sempre, o jeitinho brasileiro são as duas leis que regem o país.
O sucesso político, incluindo o sucesso financeiro, depende da capacidade do candidato em transformar, no discurso, para o eleitor incauto, o engodo, na realidade, a mentira; na verdade – só demagogia; quanto mais demagogo, mais sucesso político; aí pode ser corrupto, irresponsável, incompetente – sua carreira vai decolar com vento em popa.
Ser honesto neste país é ser otário, é grupo de risco, é fracasso social e econômico, na certa. Hoje, todo brasileiro tem um preço; é fácil saber-se quanto custará uma intervenção externa. Nos municípios do semiárido funciona assim: para os amigos, a divisão dos despojos; para os indiferentes e adversários (inimigos), a chibata ou a fome.


 Transcrito do Informativo O Veredicto, desta mesma Fonte; 
A Verdade tem de ser dita, doa em quem doer; o lixo não pode estar sempre embaixo do tapete.

Nenhum comentário:

Postar um comentário