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Elemento da flora/fauna – o capim elefante.
Gramínea
largamente empregada no Nordeste na ração do gado bovino, equino e muar. A
designação “elefante” é devido o tamanho da haste, se comparada a outras
gramíneas da Região. É planta cultivada; não é nativa da área. O nome
científico é Panicum monostachyum. Como acontece com a cana-de-açúcar, também
gramínea, o capim elefante tolera a água salobra da irrigação, e solo com baixo
teor de salitre, comuns no semiárido. O capim
elefante plantado nas várzeas dos rios temporários, solo rico em
nutrientes minerais, porém com salitre, cresce 3cm em 24 horas, desde que tenha
água doce das chuvas, e cresce 1cm por dia se tem água salobra, condição
inaceitável para muitas plantas. Nas partes altas do terreno, onde não tem salitre no
solo, o capim cresce um centímetro por dia se tiver água doce das chuvas, mas
no verão o crescimento fica reduzido a 5cm por mês, com umidade apenas do Ar
Atmosférico ( até 60%). Toda água subterrânea do semiárido ficou salobra (por falta
de suprimento) até 200m de profundidade e a maioria dos grandes açudes (acima
de 1.000.000m³) tem água salobra. O capim elefante se desenvolve bem em solo
com até 5% de salitre, lembrando que o salitre, sal, mantém uma boa porcentagem
de umidade no solo, durante o verão de 8 meses nesta sub-região do
Potengi-RN, porque todos os açudes têm
água salobra /salgada, onde o capim elefante se desenvolve satisfatoriamente,
se irrigada com essa água, mesmo porque nesta área há uma oferta de chuvas, anual,
acima de 300mm em um período de 3
a 5 meses. O açude Lagoa Nova no agreste RN armazena, quando sangrando, um milhão de
metros cúbicos de água, neste caso água doce das chuvas; à medida que o verão
vai se prolongando, a água fica salobra, e quando o volume de água está reduzido
a 60% da capacidade, a água fica salgada, o que acontece em um pequeno período de 2 a 3 meses, até que chega o inverno. A água desse açude não está sendo aproveitada na maior parte do tempo. As várzeas desse açude, largas,
extensas tem solo argiloso (30%) com salitre, mas o solo (restante) arenoso não
tem salitre; o espaço e a água disponível do açude tem condições de gerar e
alimentar um plantio de capim elefante para a ração de 10 mil cabeças de gado
bovino; enquanto isto o gado do Assentamento Lagoa Nova está morrendo de fome; sabe-se que a água salobra lançada na várzea tende a salinizar o solo, mas é por pouco tempo; é melhor do que ver o gado morrer de fome; é lógico que deve-se pensar e executar com ideias de se captar e se armazenar água doce das chuvas para a produção de alimentos nos 365 dias do ano.
Transcrito do Informativo o Veredicto, desta mesma Fonte.
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