domingo, 23 de março de 2014

Educação ambiental.

Na postagem anterior vimos o lixão urbano de Riachuelo-RN queimando em 03-02-14; aqui, nesta data da fotografia, a fumaça do lixão queimando; onde há fumaça há fogo; devido a presença de muito material combustível, incluindo a  massa orgânica vegetal da poda de árvores na cidade; combustíveis em óleo comestíveis, nos restos de cozinha; material embebido em álcool, acetona; devido a presença de vidros, plásticos transparentes que formam lentes que convergem a intensa luz solar para os papéis, papelão do lixão, pode assim provocar a ignição para o fogo; outro elemento favorável ao fogo seria a alta temperatura ambiental no Nordeste; Mas no caso do lixão de Riachuelo-RN, o fogo é Oficial, ou seja, provocado, administrativamente pelos gestores, com a finalidade de diminuir  o volume do material, abrindo espaço para colocação de mais lixo; se considerarmos que uma população urbana de 4.000 habitantes produz  4 m³ de lixo doméstico; que com a poda das árvores, nas ruas, e com a "limpeza" que consiste na eliminação incondicional de qualquer planta rasteira, o volume de material, que chega ao lixão passa de 50 m³, por dia; em 30 dias esse volume de material no buraco (escavado no chão) do lixão, de 600 m², será de 1.500 m³; ora, 1.500 : 600 = 2,5  metros de lixo; se a gestão municipal não queimar o lixão, em 4 meses seria uma camada de lixo da altura de um prédio de 3 andares.

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