quarta-feira, 22 de maio de 2013

Educação ambiental.

O lixão de Riachuelo-RN como agressão social e administrativa;  O Acampamento do MST está no lixão a cerca de 3 anos, enquanto que o lixão já tem maioridade; se considerarmos que tudo o que acontece ou deixa de acontecer no território de um município é de responsabilidade  do gestor, prefeito ou prefeita, é lógico e evidente que a instalação desse acampamento do MST, em ambiente tão degradante, com pessoas deste município, teve o apoio, a conivência, ou a indiferença da gestão municipal; além disto, a prefeitura local é quem faz o abastecimento de água do acampamento, com trator-pipa; as pessoas acampadas adquirem muitas doenças do ambiente, e procuram o posto médico da prefeitura, uma carga a mais (e nova) para a administração municipal. Outra inconveniência é a localização do acampamento junto a uma grande curva da BR 304 passivo de sofrer um acidente atingido por um veículo desgovernado, um problema administrativo e social de todos, mas principalmente da gestão, governo  municipal local, eleita pelo povo; Em suma; não e pode dizer que esses acampados, riachuelenses, tem qualidade de vida em ambiente tão hostil.

Educação ambiental.

O senhor Milton da Silva no lixão de Riachuelo-RN há 22 anos, passou por 4 gestões municipais e 6 mandatos; por que o lixão é agressão ambiental e ecológica: esse lixão está na nascente de um riacho, afluente do rio Potengi; está junto da BR 304, impermeabilizada pelo asfalto, fazendo com que toda água da chuva precipitada em um trecho de 1km da estrada passe pelo lixão, levando no riacho grande quantidade de lixo, e ainda produzindo grande quantidade de chorume que chega até os açudes construídos nesse riacho, e podendo chegar ao rio Potengi quando os açudes sangram; a criação de insetos, por conta do material tão heterogêneo, e com a água, e de tal ordem que não se pode comparar a qualquer outra situação conhecida; atualmente o lixão produz uma grande variedade de insetos, mas a produção de moscas é de tal ordem que causa espanto, e está causando muitas doenças (comprovado por médicos) nos habitantes da Cidade e adjacências do lixão, já que o próprio vento conduz as moscas  diretamente para a área urbana; Durante 3 gestões municipais, em 21 anos, o lixão era queimado frequentemente, a mando dos administradores municipais, como forma de abrir espaço para se depositar mais lixo, do contrário a área já teria uma serra de lixo  tão alta quando a Serra Azul, contígua. A queima de lixo é uma das maiores agressões ambientais do Homem, mas é muito comum nas cidades do Nordeste.

Educação ambiental.

Pela segunda vez em 10 meses dsoriedem.blogspot.com  - Fonte de Educação ambiental científica, com exclusividade na Terra, mostra o lixão da cidade de Riachuelo-RN, mas diferente de qualquer agressão que outro lixão possa produzir, aqui as agressões são  totais, abrangentes: ambientais, sociais, ecológicas, políticas, administrativas, culturais, intelectuais, filosóficas, psicológicas; em primeiro plano  na fotografia parte do lixão; no fundo um acampamento do MST; à esquerda a BR 304, e depois, do mesmo lado, a Serra Azul, tudo a menos de 1km de distância, em linha reta, da cidade Riachuelo, ao Oeste.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Educação ambiental.

Nesta fotografia, no agreste RN, destacamos os troncos da árvore jurema, arrancados, e no fundo as coivaras com os ramos da jurema; O que esta imagem traz de ensinamentos, como educação ambiental; Esta área do agreste, Solo e vegetação (nativos) de cerrado, ocupado como campo de lavoura e pastagem do gado, por mais de 100 anos, tinha centenas de variedades de árvores e arbustos, formando uma massa vegetal não inferior a 0,3m³/m²; no desmatamento da fotografia apenas a jurema com 5 a  8 anos de vida, tempo em que essa área ficou para a "solta" do gado no cercado, lembrando que o gado caprino come as folhas da jurema, mas o gado bovino (e outros) só come a folha verde, amarga da jurema como única opção de alimento; as folhas da jurema são miúdas, e quando caem no chão, por caducidade, secas, são tragáveis para todos os herbívoros, o gado bovino não consegue colher, com a boca, essa massa orgânica vegetal enterrada no chão, mas tem sua importância: a jurema é uma leguminosa que capta o nitrogênio do ar, principal nutriente das plantas; o nitrogênio é um gás atmosférico muito rebelde (volátil) que só vem para o chão, ao alcance das raízes, como nutriente das plantas(não leguminosas), por imposição de fontes de  energias, entre as quais o relâmpago (que só acontece no tempo das chuvas, no semiárido); rebocado para baixo pela água das chuvas densa, grossa, que só acontecem no tempo de La ñina, precipitações de 20 mm por hora; ou na matéria orgânica animal e vegetal decomposta (o nitrogênio compõe os corpos vivos); As folhas da jurema têm muito nitrogênio (e outros gases), parte do nitrogênio evapora quando  a jurema prepara as folhas para a caducidade, mas resta algum nitrogênio que será injetado com as folhas secas no chão. Quer dizer: a jurema não é de todo Má;  a jurema também nasce na caatinga do sertão, mas não passa de 3m de altura, quando adulta, enquanto que no cerrado do sertão a jurema, no mesmo clima, mas com solo diferente, chega a 10m de altura. A jurema representava menos de 1% das árvores no cerrado nativo do sertão e agreste, mas como é muito adaptada ao ambiente, hoje é quase uma exclusividade nesse  ambiente agredido intensamente por dezenas de anos.

Educação ambiental

O agricultor e pecuarista nordestino arrancando o cacto xiquexique para abrir espaço para o campo de pastagem do gado; O Nordeste é mesmo uma região heterogênea física e biologicamente; enquanto no sertão nordestino o pecuarista precisa do xiquexique para dar como alimento do seu gado no verão, seca, aqui no agreste RN o pecuarista arranca e queima o xiquexique como planta daninha, já que dispõe  do cacto cardeiro para dar de comer ao seu gado no verão; parece incongruência, mas tem explicação: o xiquexique é a planta mais abundante da caatinga; a caatinga representa 50% do sertão nordestino; o agreste (da fotografia) NÃO tem caatinga; o cardeiro, mandacaru, só nasce onde tem solo de sedimentação com mais de 30cm de espessura, e portanto não nasce na caatinga (não tem solo); o cardeiro nasce também no cerrado do sertão; o sertão nordestino de 500.000 km² nos Estados PI-CE-RN-PB-PE-AL-SE-BA tem menos de 30% de solo e vegetação de cerrado, HOJE, totalmente desmatado, ou cobertos de juremas, com exclusividade.

Educação ambiental.

A árvore leguminosa ANGICO; família: Mimosoidea; gênero: piptadeníea; Planta do CERRADO do agreste e  do sertão nordestino que NÃO nasce na caatinga do sertão nordestino; a árvore é muito bem adaptada ao clima e solo de cerrado no agreste e sertão nordestinos, podendo chegar a 20m de altura, com uma copa com 15m de diâmetro; é Madeira de primeira qualidade para carpintaria, mourões e estacas de cercas; por ser uma leguminosa tem mecanismos biológicos para coletar o nitrogênio do AR, principal nutrientes das plantas; suas folhas verdes, ou secas, são apreciadas por todos os animais herbívoros; suas sementes contém alcaloides psicoativos empregadas por vários povos da América do Sul na produção de uma bebida que causa embriaguez intensa, duradoura, e com efeitos psicoterápicos, as sementes poderiam ser empregadas na fabricação de medicamentos. Toda planta tem utilidade no contexto da vida, mas o ANGICO é Mais. No sertão RN tem uma cidade/município com o nome de ANGICOS (no plural), o que mostra a abundância dessa árvore no cerrado do Sertão NE, lembrando que a caatinga (onde não tem árvores, exceto a favela) representa apenas 50% do sertão nordestino. No sertão nordestino tem vales, serras, cerrados, rios e suas várzeas, e caatingas, que significa "clareira", onde as plantas estão muito dispersas e não assam de 3m de altura, quando adulta; o clima do sertão NE é o mesmo, TODAVIA a caatinga é semiárido natural por que NÃO TEM solo; O solo orgânico mineral nas várzeas dos rios do sertão é um dos mais denso e férteis do Brasil.

Educação ambiental.

Em destaque nesta fotografia o mourão de umburana na cerca; umburana = Bursera leptophleos, árvore dos cerrados do Brasil, nasce nos cerrados do agreste e sertão nordestino, MAS NÃO nasce na caatinga do sertão nordestino. Aqui, nesta fotografia, no agreste RN, cumprindo a função preconizada de "cerca verde"; por ter muita água no corpo os galhos da umburana "pegam", brotam facilmente, inclusive no verão, já que cria raízes quando enterrados. A umburana é madeira nobre na produção de móveis de madeira, barris para cachaça, conhaque, e comumente empregada na confecção de barris de 20 ou 30 litros para se carregar água da cacimba do rio,(ou) do açude para casa, presos aos cabeçotes da cangalha do jumento, no sertão NE; suas sementes tem uma extensa aplicação farmacopeia; suas folhas  e flores têm perfume inconfundível empregadas na produção de sabonetes, cremes, shampoos; sua casca é cicatrizante, antibiótico, antisséptico; sua madeira também foi largamente usada para fazer (pelos santeiros do NE) imagem de santos da igreja Católica; a umburana não morre quando tem seus galhos cortados - ao contrário - brota maior quantidade de galhos, mas sua extinção no NE se dar por conta do desmatamento, com fogo, queimadas, e depois o tronco é arrancado pela raiz para os campos de lavoura e/ou de pastagem; mas nenhum animal se sente atraído a comer qualquer parte do corpo da umburana, não só por causa do odor ativo (em todas as partes), mas por que tem sabor intragável. A umburana, tem, pela aplicação industrial e farmacêutica da semente, casca, folha, flor, grande utilidade; pela condições biológicas adaptadas ao clima e de solo do cerrado NE, tem TUDO para ser uma árvore de extrativos a ser replantada, também como forma essencial da restauração da cobertura vegetal no semiárido. Embora a umburana popularmente conhecida seja ÚNICA, a comunidade científica inclui outras árvores como umburana, inclusive o MULUNGU e o CUMARU, árvores também do CERRADO, que não nasce na caatinga do sertão nordestino.