quarta-feira, 20 de março de 2013
Educação ambiental.
Xiquexique é cacto de pedras, lajedos; na fotografia o xiquexique escolheu uma brecha do lajedo para nascer e viver, mas seus aspecto é de que está morrendo, secando; Como se sabe, o lajedo é deserto de pouca vida por que faltam solo orgânico mineral, e sem solo não tem como armazenar água das chuvas para alimentar as plantas (pelas raízes); aparentemente a brecha do lajedo teve água e solo para que o xiquexique crescesse, estendesse seus galhos com mais de 2m de comprimento; os elementos energia luminosa e calorífica do Sol do local é nota 10. a atmosfera gasosa do local é 100%; com qualquer chuvinha a água escorre por gravidade para o tronco do xiquexique, que é planta, cacto, que não gosta de muita água, e portanto está bem servido de água; resta o elemento solo orgânico; sabe-se que o xiquexique é pouco exigente com fertilidade do solo; o que pode está concorrendo para a morte do xiquexique da fotografia é que a massa vegetal do seu corpo é muito grande para a disponibilidade de solo, onde estão suas raízes, na brecha da pedra; Ou seria excesso de água? Tudo de mais ou de menos é prejudicial à vida.
Educação ambiental.
Em um ambiente aparentemente hostil à vida, o umbuzeiro se deu bem; O Umbuzeiro é uma árvore que armazena muita água nas raízes, e se tornou um exemplo de sobrevivência no semiárido; é planta típica de semiárido com oferta de chuvas inferior a 400L/m²/ano, mas é a primeira vez que se ver um umbuzeiro nascendo no lajedo, onde não há solo para as raízes se desenvolveram suficientemente; a brecha do lajedo tem menos de 10 cm de largura, de modo que as raízes tem, dentro da brecha de pedra, a forma de tábua, ao invés de cilíndrica; isto é adaptabilidade extrema; não há solo para as raízes captarem, colherem água, mas a água da chuva que escorre (no tempo das chuvas) no lajedo entre na brecha da pedra, armazenando-se por muito tempo, de onde as raízes colhem, dessa reserva de água, de acordo com a necessidade, o ano todo, diferente de se colher a água do solo que só estará úmido durante 3 a 5 meses por ano; é provável que outras sementes (caroços) do umbuzeiro venham a cair na brecha do lajedo, germinando, crescendo, vivendo.
Educação ambiental.
Um exemplo de vida; o xiquexique enfileirado no lajedo, aproveitando a brecha da pedra; no lajedo não há solo de sedimentação, e não tem água (exceto no curto período das chuvas no semiárido), não armazena água, já que não tem solo; isto limita a vida no lajedo, que pode ser considerado deserto; mas a brecha da pedra acumula areia trazida pelo vento, que se transforma em solo orgânico mineral com o acúmulo, armazenamento de excrementos de animais que transitam pelo lajedo, e até folhas trazidas pelo vento; desta forma, o lajedo deixa de ser deserto, já que em todas as brechas há vida vegetal, e se tem vida vegetal, tem vida animal; o Reino Vegetal é o reino produtor de alimentos dos outros reinos vivos, e até parte de seu corpo (folhas, cascas), lhe servem de alimentos; Além disso o vegetal é abrigo e proteção para muitos animais.
Educação ambiental
Briga das raízes do juazeiro com a pedra; As plantas, flora, escolhem o lugar para nascer e viver de acordo com o 4 elementos da Natureza - energia luminosa e calorífica do Sol; solo orgânico mineral; atmosfera com água no estado gasoso e gases atmosféricos, 4 dos quais constituem 96% dos corpos dos seres vivos; água, no caso, água doce no estado líquido, cuja fonte são as chuvas; o lajedo (da fotografia) é um deserto por que faltam 2 dos 4 elementos naturais - solo orgânico e água; mas o juazeiro nasceu na brecha da pedra (do lajedo) e está se dando muito bem; as raízes se estendem além do lajedo na busca de solo de sedimentação, e neste mister fraciona as pedras à medida que as raízes vão engrossando, criando espaço para armazenar areia trazida pelo vento, e matéria orgânica, estrume, melhorando o ambiente; quanto á água,o lajedo é impermeável, e sendo inclinado para o lado do tronco(e raízes) do juazeiro toda água precipitada no lajedo escorre para lá, de modo que esse juazeiro é a planta mais beneficiada com água doce das chuvas, na área; de fato o juazeiro escolheu esse lugar para nascer, mesmo que o lajedo seja deserto; por conta do volume de massa orgânica do corpo do juazeiro, milhares de vidas são mantidas e alimentadas, de forma que o lajedo deixa de ser deserto; como se diz: uma mão lava a outra.
terça-feira, 19 de março de 2013
Educação ambiental.
A palma que o Homem nordestino contava como ração do gado, morreu; E agora, José? Ou evolui, ou morre; o jeitinho brasileiro promovido pelo governo federal no NE já não dar mais certo; Não dar para levar vantagem destruindo a Natureza; Açudagem, poços tubulares com água salgada, barragem subterrânea, um milhão de cisternas, transposição (suposição) de 2% da água do Rio São Francisco para 10% do semiárido, Etc, Etc, são, sabidamente, ideias de jericos; Está provado na prática e na teoria; O PAC, que no nordeste significa promoção da aceleração da corrupção, é imediatismo, dinheiro público jogado no lixo; até o ano 2.015 tudo estará consumado, isto é, desmascarado.
Educação ambiental.
Plantio de palma apontada como forrageira para alimentar o gado no verão do semiárido; A palma, um cacto dos desertos das Américas, foi trazida para o semiárido NE por volta do ano 1.963, como a redenção da pecuária bovina no semiárido; por ser de clima e solo de deserto, o semiárido NE seria o paraíso para a palma; solo fértil, oferta de chuvas variando de 300L/m² a 1.100L/m², quando se sabe que o terreno dos desertos secos é arenoso, com oferta de chuvas de até 300L/m²/ano; inicialmente a palma se adaptou muito bem ao semiárido,apresentando uma produção de massa orgânica, com cortes a cada 180 dias, de 5kg por m², 50.000kg por hectare, impensado na sua pátria, nos desertos; a Palma vive dezenas de anos; a palma se adaptou à nova oferta de chuvas e à fertilidade do solo; com o tempo, devido as agressões ambientais, a oferta de chuvas diminuiu no semiárido, e o solo de sedimentação desapareceu, podendo se dizer que a palma estranhou as condições de desertos secos criadas no semiárido nos últimos 50 anos; foi uma mudança drástica, e a palma ainda não teve tempo de se readaptar; Por causa dessa mudança drástica no clima do semiárido surgiram pragas por insetos, e doenças por microrganismos, comuns nos desertos secos, mas que a palma já tinha perdido os elementos de defesa; resultado: a palma está morta no semiárido, e o pecuarista já não dispõe dessa massa orgânica vegetal, sempre verde, que alimentou o seu gado durante 40 anos(ou mais). Para o NE dar certo é preciso que o Homem faça o inverso: capte e armazene 5% da água das chuvas precipitadas, hoje, por ano; fazer o reflorestamento preferencialmente com árvores frutíferas e de extrativos, nativas, ou adaptadas, e também gramíneas de vida longa para alimentar o gado - cana-de-açúcar e capim elefante; cultivar essa lavoura com o menor volume de água doce possível, a exemplo do Tanque Retentor de Água Subterrânea (exaustivamente mostrado neste dsoriedem.blogspot.com) para agricultura sem irrigação, o tempo todo, no semiárido. Solução existe, mas como mudar a mentalidade do Homem que durante 300 anos tentou produzir alimentos desmatando, e queimando (queimadas, fogueiras, coivaras); Não existe outro jeito.
Educação ambiental.
Curral dos caprinos no semiárido NE; cerca de pau á pique rodeando um grande lajedo; Pode parecer estranho o pecuarista escolher um lajedo para fazer o curral dos seus animais, quando tem tanta terras planas, sem pedras na propriedade; na realidade o caprino, bode e cabra, são fãs de lajedos, onde se exercitam com muita maestria, dando saltos sobre vãos de até 4m de largura; seus cascos são verdadeiras ferramentas de aderências às irregularidades dos lajedos; nenhum outro gado da área tem essa mobilidade nas pedras; de fato o pecuarista do sertão NE entende a "psicologia" do bode.
Assinar:
Postagens (Atom)