quinta-feira, 21 de março de 2013

Educação ambiental;

Reproduzimos parte do mapa do Rio Grande do Norte para destacar o açude Armando Ribeiro Gonçalves construído no rio Açu/Piranhas em 1.983; o rio Açu/Piranhas é temporário com tendência a se tornar rio morto; considera-se rio temporário aquele que durante um certo período do ano tem água corrente em seu leito; O rio nasce em uma área semiárida no Estado da Paraíba, e todo seu percurso, das nascentes á foz, cerca de 200 km, é área semiárida, inclusive na foz, em Macau-RN, é a área do litoral nordestino que recebe o menor índice de chuvas, daí a existência das salinas (sal, cloreto de sódio, não tolera água doce das chuvas); a oferta de chuvas em toda área percorrida pelo rio Açu/Piranhas é de 200L/m² no tempo de El ñino, 800L/m² no tempo de La ñina, com intervalo entre esses dois eventos climáticos, de 400 a 600L/m²; em todas essa extensão do rio entre PB e RN todos os seus afluentes estão na área semiárida, inclusive o Seridó RN/PB, área em processo de desertificação. Todos os seus afluentes tem açudes e barragens construídas para reter a água, o que significa dizer que os 60% da água da chuva que cai na Bacia Hidrográfica do Piranhas/Açu fica no local da chuva; devido a impermeabilização do terreno, no caso do semiárido NE, 80% da água das chuvas precipitadas escorrem na direção do Mar, no caso, na direção das represas de açudes, e barragens, mas por outro lado, a evaporação de água de superfície livre, no caso dos açudes, é de 5 litros/dia/m², mas na água corrente, água em movimento, no rio a perda é o dobro; significa dizer a água da chuva que cai nas cabeceiras do rio, dentro do Estado da Paraíba não tem condições de chegar ao Açude Armando Ribeiro Gonçalves, em Açu-RN; enquanto a impermeabilização do terreno do sertão nordestino é devido ao desmatamento bestial, a excessiva evaporação da água dos açudes e nos rios tem a mesma causa - é um beco sem saída; Por estar no sertão Nordestino o rio Piranhas/Açu tem as várzeas salinizadas com nitrato de sódio, o que significa dizer que o leito do rio também tem salitre; Quando O açude foi concluído em 1.983 sua capacidade de armazenamento de água era de 2,4 bilhões de metros cúbicos, mas como sofre um grande assoreamento por conta da agricultura durante o inverno, e maciçamente durante o verão,  com lavoura irrigada junto às margens do rio, já  deve ter a capacidade reduzida para menos de 2 bilhões de metros cúbicos; 60% do RN  são abastecidos com o lixo-líquido armazenado nesse açude; Em 2.005 uma equipe da Universidade de Brasília-DF comprovou que além da poluição de esgotos, mineração, venenos da lavoura, matéria orgânica decomposta, há uma alga altamente nociva à vida, que nasce exatamente em consequência da existência de tanto lixo, degradação, mas também favorecida pelo alta intensidade de luz do Sol; como se trata de uma alga que processa a fotossíntese, e portanto servida de clorofila, o cloro introduzido nesse lixo-líquido, como suposto tratamento só favorece a proliferação dessa algas nas caixas e depósitos de água urbanos e domésticos; o DNOCS, administrador desse açude, libera pelas comportas uma certo volume de água para a agricultura irrigada, naturalmente agredida com todo esse lixo, usam-se grande quantidade de pesticidas, inseticidas nas plantas, encarecendo a produção, e envenenando quem consome esses produtos; do Açude saem vários lances de canos em direções diferentes, um chegando à Mossoró-RN, segunda cidade em população; um lance de canos chega a Riachuelo-RN, com 124km de distância do açude, um lance de canos vai para o Seridó; Em 2.011 o açude encheu, sangrou; em 2.012 não tomou água; em 2.013 os prováveis 300 mm de chuvas não contribuem com a represa do açude; O problema se agrava por que o açude foi construído para o abastecimento urbano, mas como se sabe 90% do RN não tem água na zona rural, onde em 2.012 e 2.013 estão dividindo esse líquido com a zona rural, cidades e povoados; A CAERN está em guerra permanente tentando conter os "jacarés" que são formas empregadas pelos fazendeiros para furar os canos, para tirar água para seu gado não morrer de sede; a Guerra por água (no caso, lixo-líquido) já começou no RN, com tendência a se agravar; O teor de evaporação de água no RN, e provavelmente em todo NE, nos anos de 2.012/2.013, nos surpreendeu em pesquisas; a evaporação de água parada de superfície livre (açudes, lagos, barragens, lagoas) que no ano 2.000 era de 5 litros de água por metro quadrado de superfície, ao dia, dobrou em 2.012;   5L/m²/dia =  1.825 litros de água evaporada, por metro quadrado ao ano; em pesquisas realizadas em 2.012 a evaporação de água de superfície livre é de 7L/m²/ano,  e 3kg/m²/dia, no caso do solo, ou seja, 3 litros de água, por dia, por metro quadrado da superfície do solo, ou ainda, 3mm de água por m² ao dia; Com uma chuva de 10mm, 10L/m², a umidade do solo evapora (e seca) com 3 dias de Sol. As chuvas em 2.013 serão de baixas precipitações e distanciadas em até 20 dias uma da outra, de modo que quando chega a segunda chuva, a água da primeira chuva já desapareceu; O nordestino terá de buscar, já, formas inteligentes de captar e armazenar a água das chuvas nos valores disponíveis, e assim poder viver sem a seca; terá de optar por um tipo de agricultura coerente com a disponibilidade de água, contornando o problema da evaporação excessiva; para isto dsoridem.blogspot.com  tem apresentado soluções científicas nas suas 1.000 postagens, nestes 9 meses de vida do BLOG. A grande barreira é vencer a ignorância e estupidez da comunidade científica, com todo respeito, "de merda", deste País do "faz de conta"

Educação ambiental.

O umbuzeiro é a planta mais nordestina que há; na fotografia uma fila de umbuzeiros plantados; O umbuzeiro é uma planta silvestre muito bem adaptada ao semiárido, já que é capaz de armazenar muita água em suas raízes, podendo botar folhas e flores em pleno verão, sem chuvas; o fruto do umbuzeiro, umbu, é gostoso, saboroso, cheiroso, atraente, com o qual se produz (com a polpa) uma infinidade de doces, geleias, compotas, sucos, refrescos, umbuzada, sorvetes. Durante a safra de umbu, que acontece entre setembro e dezembro, a produção não tem 10% de aproveitamento pelo homem, mas serve de alimentos para toda fauna; é provável  o aproveitamento do umbu na produção de bebidas fermentadas, a exemplo do vinho; o umbuzeiro é muito bem aplicado como cerca verde, possivelmente a origem dos umbuzeiros da fotografia; O Homem do sertão e agreste está perdendo uma grande fonte de alimentos, e portanto fonte de renda; quando o umbuzeiro é aguado (irrigação ao modo nordestino) todos os dias (no verão) produz até 3 safras por ano; O umbuzeiro vive, sempre produzindo, por muitos anos (mais de 100 anos) e não tem  doenças; Por ser uma árvore com muita massa (M x m²)no sentido vertical, é fundamental no equilíbrio do clima; plantar umbuzeiro seria uma "BOA" para se restaurar o clima do semiárido, e trazer qualidade de vida para todos.

Educação ambiental.

O pé da algaroba; a planta estrangeira que não se adaptou totalmente ao semiárido NE, no ponto mais importante da plantas - as raízes. Como se ver na fotografia grande parte das raízes da árvore algaroba estão fora da terra, reduzindo sua estabilidade, sustentação. Uma das vantagens de ter raízes fora da terra, para alguns tipos de árvores do NE (não é o caso da algaroba, que é estrangeira), é ter acesso direto aos gases atmosféricos, água das chuvas, ventilação, luz solar; logicamente nem todas as raízes têm essas funções, que é o caso das raízes da algaroba; podemos acrescentar que as raízes da algaroba estão indevidamente fora da terra por uma agressão ambiental da agricultura paleolítica nordestina; a algaroba nasceu em um terreno de inclinação (menos de 5%) do cerrado, agreste RN, exatamente na área agricultável (roçado); a algaroba foi deixada em pé, pelo Homem, por 2 motivos: sombra, para se abrigar do Sol enquanto faz o lanche o bebe água da moringa; as vagens da algaroba são alimento para o gado; não planta (lavoura de milho e feijão) no chão, embaixo da sombra da copa da árvore, mas está sempre movimentando a terra na "limpa" do roçado, com enxada, ou arado da capinadeira; a cada ano de agricultura o solo (terreno inclinado) removido por essa agricultura perde 2 a 5 cm de espessura, areia levada pela erosão (da água das chuvas) para assorear os riachos, açudes, de modo que as raízes da algaroba vão aflorando com a perda de solo; nas área de várzeas, terreno ligeiramente plano, as raízes da algaroba não afloram, já que o terreno plano não sofre erosão, apesar da agricultura. Entretanto, as várzeas argilosa se transformam em geleia quando acontecem precipitações acima de 50mm em 24 horas, e assim o terreno plano da várzea escoa lentamente a água (para o rio, riacho), e as raízes da árvore algaroba não tem estabilidade para manter a planta de pé.

Educação ambiental;

A algaroba, árvore dos desertos das Américas, foram trazidas para o NE como forrageira do gado; por ser planta de clima árido, teve um salto de qualidade de vida no semiárido NE, podendo-se dizer que sua adaptabilidade ao NE é melhor do que na sua pátria; com 10 anos de vida uma algaroba atinge 20 a 30 m de altura; uma das deficiências da algaroba é que não tem a raiz pivô de sustentação, mas tão somente raízes laterais, rasas, que correm paralelas à superfície do terreno por muito metros; quando atingem altura de 10 m, ou mais, a pressão dos ventos doidões do semiárido  bota a algaroba abaixo; na fotografia a algaroba foi arriada pelo vento, mas se mantém verde, reproduzindo-se com apenas algumas raízes enterradas no chão; as raízes da algaroba são seu ponto fraco no semiárido NE, o que significa dizer que não está perfeitamente adaptada.

Educação ambiental

Muçambê, caparidácea; o muçambê é uma leguminosa, e como tal usufrui da benesse do nitrogênio, principal nutrientes das plantas; está sempre verde, florido no semiárido,  com vagens e grãos da reprodução; não tem tempo ruim para o muçambê; sua flor tem odor pouco agradável, e talvez por isso não se vê abelhas, nem outros insetos colhendo  alimentos; o corpo é pegajoso: expele uma cera com odor desagradável; certamente uma forma de defesa e preservação; até aí, nada de extraordinário sobre essa planta que nasce em várias partes da Terra; mas no Nordeste o muçambê tem uma importância social: é usado pelas REZADEIRAS no mister de curar doenças, principalmente de crianças; As rezadeiras do NE colhem um galho fresquinho do muçambê, e com a mão direita (não poderia ser a esquerda?) movimenta o galho tocando primeiramente na testa do doente, desce para o peito, vai  no ombro esquerdo e depois no ombro direito, movimento que forma uma cruz; enquanto durar a REZA o movimento de CRUZ se repete; a rezadeira vai observando o comportamento do galho de muçambê, identificando o tipo de doença de acordo com o tempo que o galho leva para murchar, podendo secar em poucos minutos se a doença tiver origem em "coisa feita,  botada" - feitiçaria; de acordo com o comportamento do galho da planta a rezadeira sabe o sexo da pessoa que fez a bruxaria, mal olhado (olho grande), se a pessoa é jovem, ou velha, se é parente do doente, Etc. As rezadeira curam diarreia (ou caganeira),  bucho inchado, espinhela caída, dor de dente, dor de cabeça, ou em qualquer outra parte; o mais curioso das rezadeiras do NE é que elas empregam as rezas propagadas pela igreja católica, mas só vão à Igreja no Natal , ou no dia de Ano; não sabem ler e portanto não tem acesso à Bíblia; segundo as rezadeiras existe as rezas PESADAS para tirar doenças causadas pelos espíritos maus; resta saber se as rezas teriam o mesmo efeito se não fosse o muçambê como instrumento de trabalho; Toda planta tem uma finalidade, no contexto da vida, mas usar muçambê como instrumento de cura psíquica não é natural.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Educação ambiental.

Educação ambiental é também filosofia - educação social.
- A cultura de um povo é a manifestação intelectual do Espírito humano; uma Nação se faz com espírito de Humanismo, patriotismo e senso de Unidade permanente;
-A identidade de um povo está na Unidade Cultural; diversidade cultural é adversidade de valores que promove a intolerância.
-A auto determinação de um povo está na Unidade dos valores que cultuam-se; são hereditários, evidentes e definidos.
-Adversidades culturais são fatores de desagregação dos povos; cultura de grupos viola o contexto de Nação.;
- A cultura e a intelectualidade são dinâmicas na busca do bem-estar, e a serviço da felicidade geral da Nação.
-Futebol e carnaval no BR promovem o fanatismo, a idolatria e a divisão, próprias da adversidade cultural.

Educação ambiental.

O xiquexique no detalhe; afirmar que a planta escolhe o lugar para nascer e viver de acordo com os 4 elementos da Natureza e suas variáveis atmosféricas; que o xiquexique gosta de viver nas pedras e lajedos se tornam meias verdades quando se observa as condições  em que este (da fotografia) xiquexique nasceu; até o momento seu aspecto é de que está bem, mas parece impossível que na brecha da pedra tenha espaço para juntar água e solo para manter essa planta por mais tempo; de qualquer forma toda planta tem uma finalidade, pois a Natureza não iria criar uma vida que não serve.