sábado, 17 de agosto de 2013

Educação ambiental.

Em viagem de pesquisa ambiental ao sertão do Seridó-RN apresentamos os diversos aspectos que diferenciam o semiárido com as áreas em processo de desertificação, numa visão cientifica; nesta fotografia em primeiro plano a parede (com a cerca) de um pequeno açude, em um pequeno riacho, seco,  com 120 anos de construído, vendo-se à frente, na fotografia, um terreno desprovido de  vegetação; trata-se da caatinga que foi explorada para a criação de gado bovino, e hoje já não tem sementes (do pasto) para nascer, mesmo que chova; a caatinga não tem solo, e o solo que se vê em primeiro plano junto à parede do açude resulta do material - terra e matéria orgânica trazida das partes altas da caatinga pela erosão pluvial e eólica, restando bolsas dispersas  de subsolo montada na rocha matriz, que as vezes aflora como lajedos extensos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Educação ambiental.

Na postagem anterior vimos uma árvore juazeiro de médio porte perdendo as folhas e secando, com o solo ainda úmido das chuvas de 2.013, o que é bastante estranho; aqui outro juazeiro (menor) que necessita de menos água (menos massa vegetal), e ainda recebe grande quantidade de água das chuvas que escorre no poste (de eletrificação) de cimento; o juazeiro começa a perder folhas a partir de cima, enquanto as folhas baixas estão acinzentadas, morrendo; descobrimos nessa pesquisa ambiental de campo, que dois insetos comuns nesse tempo de chuvas, mas que de uma forma inédita incluíram a folha do juazeiro no MENU - a lagarta e o bicho pau (mané mago); a folha verde do juazeiro é muita amarga, e esses insetos tinham outras plantas para comer nessa época de chuvas no semiárido; ao perder as folhas fora "do tempo" o sistema biológico do juazeiro fica "doidão" e consequentemente o juazeiro não ganha folhas, ficando muito tempo nu, não processa a fotossíntese, a seiva não circula no corpo com a clorofila; neste caso o juazeiro vai perdendo o vigor, e deve morrer até o início das chuvas de 2.014; Pronto: mais uma vida em processo de extinção no semiárido, se já não bastasse a desertificação; será que a próxima vida a entrar na roleta da morte é o Homem?

Educação ambiental.

O juazeiro é uma árvore de grande porte comum nos cerrados e nas várzeas dos rios e riachos do sertão e do agreste; NÃO nasce na caatinga do sertão; além de fins industriais, a exemplo dos shampoos e cremes dentais, tem aplicações medicinais, e goza de grande respeito pelo agropecuarista nordestino por ser uma sombra excelente para o gado, no verão, na seca; esta fotografia do dia 16 de agosto de 2.013 mostra a árvore com as folhas secas na parte de cima, e as folhas mais baixas estão secando; É muito estranho por que ao redor dessa árvore se vê vegetação rasteira e arbustos verdes; o juazeiro só solta as folhas lá para o mês de outubro, mas o faz alternando a liberação de folhas com o surgimento de folhas novas, e jamais fica totalmente pelado, nu, já que essa árvore é muito bem servida de clorofila ( o sangue verde da planta) que é gerada pela fotossíntese que acontece nos estômatos das folhas; aqui está uma amostra de que o clima no semiárido está cada vez mais estranho, agressivo; poderíamos supor que, a exemplo das juremas, o juazeiro está morrendo devido a redução no índice de chuvas, mas na postagem seguinte vamos mostrar outro juazeiro que perdeu as folhas em plena estação das chuvas de 2.013, mas é contemplado com muita água e solo úmido devido sua localização com relação a esses benefícios.

Educação ambiental.

A  morte da jurema no semiárido NE subtende a morte de outras plantas, mas principalmente a  morte da única fonte de renda do Homem do campo, já que a jurema é lenha para as olarias, para assar o pão, e para se fazer carvão vendido para o homem da área urbana, funcionário público, assar o churrasco e a carne de sol; mas a jurema também é usada para fazer o fogo que cozinha a comida do Homem do campo; no caso da fotografia a jurema morta, seca tirou a chance de vida de outra planta: no alto dos galhos se vê uma moita de galhos (sem folhas) verdes; trata-se de uma planta parasita (parasitismo) da jurema, muito comum; essa planta parasita se alimenta e se mantém sugando a seiva da jurema; mas se a jurema está morrendo a planta parasita da jurema também morre; isto mostra que a morte do juremal no semiárido nordestino é muito grave; é o começo das dores - o caos.

Educação ambiental.

Nesta imagem um vegetação seca em cima, e verde embaixo; esta imagem embora pareça normal, até para os biólogos,  botânicos,  no semiárido nordestino, numa visão CIENTÍFICA diz MUITO quando se quer entender a EXTINÇÃO da vida na Terra; as árvores secas, mortas, são juremas, planta leguminosa, das mais adaptadas ao clima do semiárido NE: colhe o nitrogênio do AR, principal nutriente das plantas, por intermédio de bactérias nitrificadoras (simbióticas) que moram e vivem em suas raízes; tem espinhos para reduzir a evaporação do corpo, e liberam as folhas no verão (que ainda não acontece nessa área) seco para diminuir a dependência da água; a árvore jurema vive  de 40 a 60 anos no semiárido; o juremal da fotografia nasceu  há menos de 15 anos, quando essa área foi abandonada como área agrícola (roçado), ficando como campo de pastagem do gado bovino, o mesmo gado que se alimenta da folha da jurema; as plantas verdes que estão na parte baixa resultam de 450mm de chuvas que caíram nesta área do agreste RN em 2.013, e que tem ciclo de vida de 150 dias, e devem desaparecer - secar, morrer, virar pó,  até final de outubro de 2.013, e mais: em 600.000 km² do semiárido nordestino NÃO existe esse PASTO em 2.013, o que significa dizer que o gado já está passando fome, e também vai morrer de sede em 2.013; Vamos continuar a explicação cientifica para apontar a causa da morte das juremas, em questão: Em 2.012 essa área do semiárido recebeu menos de 150mm de chuvas, quando em 2.011 havia recebido mais de 1.000mm de chuvas. Como acontece com todas as plantas, a jurema escolheu esse lugar para nascer e viver de acordo com a oferta de chuvas, a fertilidade do solo, luz solar, ventilação, gases atmosféricos; a solo, apesar de ter sido explorado exaustivamente na agricultura do Homem, tem os nutrientes minerais que a jurema necessita; Luz solar, gases atmosféricos e ventilação atendem a todos os requisitos (necessidades) biológicos; enquanto em 2.011 essa área permaneceu com solo úmido durante 180 dias do ano, em 2.012 foram apenas 60 dias com solo úmido; em 2.013 as chuvas só umedeceram o solo, nesta área, a partir de abril, o que significa dizer que essa juremas não tiveram água durante 300 dias (2.012/13); Mas a jurema necessita de água todos os dias; na época de liberar as folhas (por caducidade) no verão de 2.012, as juremas não tinham folhas; sem folhas (estômatos) durante tanto tempo não há fotossíntese, e provavelmente reduziu-se drasticamente as bactérias nitrificadoras (das raízes), e a jurema não gozou desse mecanismo vital que somente as leguminosas tem; Mas qual a consequência econômica para o Homem do semiárido com a morte das juremas? As juremas são as árvores mais abundantes do semiárido; na caatinga, onde elas não passa de 3m de altura, não há o que se colher da jurema, mas nas outras áreas do sertão, e também no agreste, a madeira da jurema é extraída para lenha e carvão; mesmo cortada com foices, machados, motosserras, AS juremas brotam (galhos novos) com todo vigor; mesmo arrancada (com chibancas) as raízes brotam galhos  do fundo da terra. A jurema é a única fonte de renda dos assentamentos do INCRA no semiárido Nordestino; com a morte prematura das juremas o governo BR tem de criar outras bolsas para manter o Homem no Nordeste semiárido; as padarias vão fechar por falta de lenha; as olarias, cerâmicas não terão o que queimar. Colapso!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Educação ambiental.

A Vida na Terra é feita e mantida por 4 elementos da Natureza: 1) Energia luminosa e calorífica do Sol; 2) Atmosfera - água no estado gasoso e 12 gases principais, 4 dos quais constituem 96% dos corpos vivos; 3) solo orgânico mineral; 4) chuvas - água doce no estado líquido; a flora e a fauna escolhem  o lugar para nascer e viver de acordo com os 4 Elementos da Natureza e suas variáveis atmosféricas: chuvas, ventos(ventilação - direção e intensidade), calor (temperatura), umidade do ar, umidade do chão, pressão atmosférica, solo (concentração e variedade de nutrientes minerais, cor, textura); nesta fotografia um milharal, uma planta nativa (flora) da América do Sul, aqui no semiárido NE; o milho, um cereal, necessita de 80 dias de solo úmido, do plantio à colheita; este (da fotografia) já tem 90 dias e mal saiu da cova, com cerca de 40cm de altura, quando deveria está com  1,5 a 2 m de altura, com espigas maduras; Em 2.013, nessa área, o solo permaneceu úmido de março a julho, tempo suficiente para se produzir e colher todo tipo de lavoura cultivada no NE;  o clima do NE é ímpar, para as plantas,  no que se refere à Luz Solar, gases da atmosfera, pressão atmosférica; a umidade do ar nesse período de março a julho/13 permaneceu alta por conta da oferta de chuvas, e pelo céu permanentemente nublado; solo úmido; Qual item (dos relacionados acima) não atendeu aos requisitos biológicos para o milharal crescer e se reproduzir?
Esgotamento do solo; este terreno arenoso vem sendo mantido NU, explorado pela agricultura medieval, há mais de 30 anos; durante esse tempo,  todos os anos o agricultor planta nesse terreno, e a cada ano a lavoura vai tirando nutrientes do solo, mesmo que não se reproduza; o terreno arenoso sofre lixiviação de nutrientes por ser de fácil drenagem (de água das chuvas); os nutrientes que ainda estão nesse terreno arenoso estão a mais de 70cm de profundidade aonde as raízes do feijão e do milho não chegam; com a aragem (os discos)do arado do trator também não alcançam os nutrientes, e ainda, solta a terra nua (sem vegetação) aumentando a erosão;
Como se pode facilmente concluir, a agricultura no semiárido, apesar da famigerada tecnologia, nunca dá certo por que falta CONHECIMENTO. Por falta de um grito se perde uma boiada! Quem sabe, não é agora.

Educação ambiental.

Água que mata, água que cria; A vida na Terra é uma questão de equilíbrio; tudo de mais ou de menos é prejudicial à vida; equilíbrio não significa meio a meio, com pesos opostos e iguais como uma balança; equilíbrio na Natureza, no ambiente, no MEIO significa a medida certa dos elementos naturais que constituem e mantém a vida. As plantas verdes (as folhas na superfície da água) são plantas aquáticas que nasceram recentemente quando o açude tomou água das chuvas; as plantas secas, mortas nasceram antes do açude tomar água, e como não são plantas aquáticas, morreram por excesso de água no tronco, no chão, agora submerso; as plantas aquáticas, mesmo adaptadas, com as raízes submersas, não poderiam viver se não tivessem folhas na superfície da represa para processar a fotossíntese pela luz solar; A vida escolhe o lugar para nascer e viver de acordo com os 4 elementos da Natureza e suas variáveis atmosféricas; O Homem é o único ser vivo que mesmo sendo animal instintivo não pode ser produto do MEIO, do Ambiente, já que sendo vida inteligente, intuitiva,  FAZ (ou deveria) o MEIO, o Ambiente, transformando, cientificamente, a energia luminosa e calorífica do Sol; a Atmosfera (gases e água no estado gasoso, ar), solo orgânico mineral; água.