sábado, 30 de agosto de 2014

Educação ambiental.

Poço tubular abandonado na agrovila Marajó; essa área do Mato Grande-RN, que já foi celeiro de alimentos do RN, enquanto a oferta média de chuvas era de 700mm/ano, hoje estar ocupada por dezenas de assentamentos do Incra, ou associações do Banco da Terra, depois que a oferta de chuvas média baixou para 300mm/ano, fazendo com que os proprietários de terras se desfizessem de suas  inúteis, improdutivas áreas agrícolas, passando-as para o governo federal, no caso, o INCRA; Há 50 ou mais anos,  havia um poço tubular, desses, a cada 3km² do  Mato Grande, todos com água salobra, mas abundante; à medida que as chuvas vão se escasseando, e o lençol subterrâneo não recebe suprimento de água das chuvas, o poço seca, ou o líquido vira SALMOURA, imprópria para a vida nas terras emersas; hoje 2/3 dos poços tubulares nessa área estão desativados, ou abandonados; pelas características do terreno do Mato Grande, não há rios para se fazer açudes, e mesmo que tivesse, não poderia tomar água com até 400mm de chuvas ao ano, como acontece no restante do RN; toda água precipitada é drenada no terreno que pode ter espessura de mais de 80m. É impossível, com 300mm de chuvas e com a agricultura paleolítica NE, essas famílias assentadas ficarem de pé, produzindo seu alimento; sobrevivem, indignamente, sob as expensas do programas paternalistas, assistencialistas (sem futuro) do governo federal; considerando que nas próximas eleições há  vários cargos eletivos, em jogo - presidente, vice, governador, vice, senador, deputado federal, deputado estadual, cada voto elege 7; isto mostra que para os políticos, dirigentes brasileiros, é muito importante manter esses currais eleitorais de fácil manipulação, aproveitando-se do desgaste físico, psicológico e mental do  OME, sem falar em uma infinidade de doenças que os acometem, em passar privação alimentar e beber LIXO dos poços tubulares.