quarta-feira, 14 de maio de 2014

Educação ambiental.



4)Elemento da flora/fauna. Água utilizada pela planta.
Em seção anterior, deste Veredicto, fizemos referência ao volume de água necessário para se produzir carne, leite, ovos, cereais, legumes, frutas, hortaliças que totalizam 1,450kg de alimentos para as 3 refeições diárias de uma pessoa adulta que necessita de 2.000 kicalorias/dia além de vitaminas, sais minerais, Etc. Vamos ver, na prática, o volume de água doce para determinadas plantas produzirem, lembrando que tudo o que o homem come vem do Reino Vegetal, inclusive os peixes do Mar.
No Veredicto 17 exemplificamos  árvores frutíferas (cajueiros ou mangueiras) do semiárido, que têm uma massa vegetal de 17,46m³, que necessita para se manter alimentada e produzindo, de 87,3 litros de água doce por dia, ou 5 litros de água doce por metro cúbico de massa vegetal, que corresponde  a 31,9m³ de água doce por ano. Essa água vem das chuvas, mas é captada do chão pelas raízes das plantas e algumas plantas colhem água do Ar Atmosférico.
A água sai do corpo da planta: 1) na respiração; 2) na transpiração; 3)lançada no chão, pelas raízes, na ausência de umidade do solo para colher os nutrientes minerais.
As plantas colhem água das chuvas ou do Ar, também, através dos poros do caule, ramos, ou pelos estômatos das folhas. As plantas escolhem o lugar para nascer e   viver de acordo com o clima, com as variáveis atmosféricas, particularmente com a oferta  de chuvas; com a redução na pluviosidade e com o aparecimento da água salobra/salgada as plantas do semiárido estão morrendo prematuramente, mas essa é uma situação nova; tem menos de 100 anos e foi criada pelo o homem, que tem a obrigação, o dever de mudar esse quadro e, para alcançar esse objetivo basta seguir a orientação científica do Veredicto.
No caso das árvores que necessitam de 31,9m³ de água por ano, mas a oferta de chuvas é de 500mm (meio metro) por ano, com estação chuvosa de 100 dias, a área de captação de água  doce das chuvas, para suprir as necessidades vitais dessa árvore, seria de 31,9:0,5=64m² aproximadamente.
Isto é, para essa massa vegetal com esse volume de massa vegetal o agricultor deveria reservar uma área de 64m² só para captar água das chuvas para ela, sem falar no espaço para o armazenamento dessa água, sem perda por evaporação ou infiltração no solo; essa é exatamente a área destinada ao cultivo de árvores frutíferas, no semiárido.
Observa-se que as plantas nativas do semiárido (nas matas) obedecem a esse mesmo princípio: enquanto as gramíneas estão juntinhas, as árvores estão distanciadas, entre si, em 10metros formando uma área de 100m², lembrando que também há concorrência, entre as plantas, de: luz solar, ventilação, umidade do Ar, fertilidade do solo.
Estes valores são essenciais na agricultura, mas não é o que acontece com a lavoura de subsistência de milho, feijão e mandioca do homem nordestino; essa lavoura imediatista e improdutiva representa uma verdadeira guerra do homem com os recursos naturais, e por isto não está dando “certo”.
 Para se cultivar um hectare de cana-de-açúcar, gramínea de extrativo (do caldo) permanente (periódico), no semiárido, é preciso para essa lavoura se manter viva, com solo úmido durante 8 meses  do ano, de 1 litro de água para uma área de 4m². Imaginando-se que durante a estação chuvosa de 125 dias, a água natural das chuvas cumpre esse dever, restam  365 -125= 240 dias sem chuvas para se atender com a água captada e armazenada, tal qual veio das nuvens e ainda, provocando, conforme foi explicado em outro Veredicto, os benefícios das chuvas.
Um hectare de terras tem 10.000m²; 10.000: 4=2.500 litros de água por dia. 2.500Lx240D=500m³ de água doce para AGUAR(não é irrigar), no verão (de 240 dias) um hectare de cana-de-açúcar no semiárido.
Esses valores não são aleatórios; é resultado de uma pesquisa de alta complexidade realizada por estudiosos responsáveis, comprometidos com Deus e com a vida no sertão junto às margens do Rio São Francisco, a partir da premissa de que a água doce da Terra está acabando, e com ela, acaba a vida vegetal e animal.
A célula vegetal armazena e mantém até 65% de água; no caso de uma massa vegetal de volume de 17,46m³ as células mantém 17,46x65:100= 11,349m³ de água no corpo; se durante o ano essa árvore necessita de 31,9m³ de água, 31,9-11,349= 20,41m³ destinados à atividade metabólica da captação de nutrientes minerais, respiração e transpiração, o que significa dizer que esses 20,41m³ de água determinam o ciclo da água  entre o vegetal, o chão e a atmosfera;
Parte dessa água evapora para formar as nuvens de chuvas – quanto maior a massa vegetal maior volume de água participa desse processo vital.
As  células variam esse teor hídrico de 65% de acordo com as condições ambientais, mas as variações ambientais estranhas a sua aclimatação provoca a morte da célula e conseqüentemente a morte da planta; a morte da célula pode ser natural, e neste caso é substituída por outra célula nova.
 Com a mudança do teor hídrico a célula aumenta ou diminui de tamanho: isotônica – a célula ganha água e cresce; hipotônica – a célula ganha água, naturalmente, para o metabolismo; hipertônica – a célula perde água por evaporações, transpirações excessivas; no primeiro caso a célula é flácida, no 2º caso é túrgida, no 3° caso é plasmolisada e, finalmente, murcha, seca, morre.
Algumas árvores e arbustos do semiárido liberam as folhas no verão, por caducidade, mas com a redução forçada no índice pluviométrico todas as árvores e arbustos liberam as folhas no verão, como forma de diminuir a dependência com a água (que não existe no chão), o que significa dizer que suas atividades vitais de fotossíntese, transpiração, respiração, circulação da seiva estão severamente comprometidas.
A sobrevivência do Homem nordestino depende, fundamentalmente, do conhecimento – ciência e consciência do que estamos expondo no Informativo O Veredicto.




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