sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Educação ambiental.

A caatinga, semiárido natural; a semiaridez devido a ausência de solo de sedimentação se reflete na escassez de vida; a cobertura vegetal da caatinga  que já foi de 0,03m³/m², quando, há menos de 50 anos nasciam plantas rasteiras, pastos para alimentar o gado  do Homem, e animais herbívoros da fauna, sofreu uma queda de tal magnitude, com a ausências dessas plantas de pequeno ciclo de vida, mas que todo ano surgiam na época das chuvas, para 0,01m³/m²; embora a agropecuária intensiva tenha sido a principal causa, e portanto ação do Homem,  não há sementes para germinarem na caatinga por que também não tem sementes nas áreas que circundam a caatinga - cerrados (desmatados), várzeas de rios e de riachos, vales; O processo de desertificação da caatinga teve início com a eliminação da vegetação rasteira; com a ausência dessa massa orgânica a fauna foi reduzida em 80%; essa massa orgânica, mesmo seca, no verão,  teria participação direta na formação de solo  de várzeas de  riachos e rios; a cobertura morta, seca, diminuía a evaporação de água do subsolo, reduzia a incidência de luz solar, e portanto reduzia a temperatura ambiental; mas tem outros elementos climáticos alterados com a ausência dessa cobertura vegetal: o vento, que hoje é doidão no sertão, tem origem na diferença (potencial de temperatura)de temperatura entre duas áreas; com a caatinga totalmente nua os ventos têm, hoje, comportamento de intensidades e direções diferentes do que tinha há 50 anos; aumentou a evaporação de água do chão, dos corpos de animais e de vegetais; mais todos essas modificações geradas pelas atividades do Homem no sertão de caatingas se converteram no desequilíbrio de mais um Elemento da Natureza - a água no estado líquido - chuvas; desse modo a caatinga está em processo de desertificação quando a oferta média de chuvas for menor que 300mm/ano.