sexta-feira, 20 de junho de 2014

Educação ambiental.

Tempo 1; agreste RN;  com a imagem dessa obra do governo federal no semiárido, e supondo-se que a seca nordestina é causada por escassez de chuvas,  criam-se 3 linhas de raciocínio: 1) de fato a escassez de chuvas no semiárido não dá para encher o buraco em questão; 2) que ao construir o barreiro, obra da engenharia brasileira,  o governo não sabia que a chuva é insuficiente para enchê-lo; 3) que se  o barreiro encher vai trazer benefício para o Homem do campo ter água no verão para produzir alimentos.
 As 3 linhas de raciocínio combinam com a associação de ideias da intelectualidade em voga, mas sem qualquer lógica plausível: 1) o barreiro com 20m de comprimento, 5m de largura, 4m de profundidade -  400m²; choveu 320mm até a presente data da fotografia; somente a área formada pela terra da escavação do buraco tem  30 x 30= 900m²;   900 X 320 =  288.000 litros, e o barreiro de 400.000 litros estaria com 70% de sua capacidade, com água; 2)  mesmo que enchesse não seria água  boa para o gado beber, e não seria suficiente para se fazer irrigação de lavoura; mesmo que enchesse estaria seco 90 dias após a última chuva; 3) em suma: a obra não tem qualquer utilidade para o ambiente, para a vida; o número 3.623 é dessa modalidade de obras - barreiro trincheira, no RN, mas existem milhares de outras modalidades, que no RN somam 100.000, ao preço unitário de 15.000 a 20.000 reais, é muito dinheiro público jogado fora.

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