quinta-feira, 19 de junho de 2014

Educação ambiental.

Tempo 1. Várzea salinizada no agreste RN; vimos recentemente (hoje) 6 postagens sobre os danos, os crimes resultantes de uma obra do governo federal, nessa grande várzea do rio (seco)  Camaragibe que no assentamento lagoa tem 12 km², com 80% salinizados, imprestável para a agricultura; só nascem algarobas e a grama pirrichil, plantas originariamente de solos e água salinizados; vimos nas postagens anteriores que o Sal, cloreto de sódio, teria sido formado há mais de 30.000 anos, antes da última Era Glacial, quando nessa área existiu um lago (ou lagoa)de água salgada; depois da Era Glacial essa área experimentou um grande volume de chuvas que arrastou terra, areia, barro, matéria orgânica animal, matéria orgânica vegetal que criou uma camada de solo de 2m sobre a camada de Sal; por conta desse volume de chuvas foi criado o modesto rio (hoje rio seco) Camaragibe, cuja calha não passa de 2m de profundidade, não chegando à camada de sal; Mas o Homem moderno (Século XIX) removeu (cavou) parte do solo da várzea para fazer um açude (lagoa nova)  de parede de terra, atingindo a camada de sal, que passou a ser drenado pela água corrente do rio, levando-o para a represa do açude, que ao sangrar (excesso de água) salinizava a várzea abaixo da parede, ao mesmo tempo que o represamento do açude salinizava a várzea acima da parede do açude. Na fotografia acima se vê área esbranquiçada onde não nasce nem a grama pirrichil, já consequência de outro SAL, o Nitrato de sódio; vemos  árvores secas, mortas, que nasceram, cresceram na várzea quando a salinidade, tolerável, era devido ao Cloreto de Sódio.

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