terça-feira, 30 de abril de 2013

Educação ambiental.

Dando continuidade as postagens iniciadas em 28-04-2.013 sobre o desastre ambiental, social, econômico, administrativo no assentamento Lagoa Nova, em Riachuelo-RN, que certamente servirão de subsídios para desenvolvimento de estudos e debates em Faculdades de administração de empresas, da ciência da Economia, filosofia, sociologia, agronomia, botânica, Etc, já que mostramos com textos e imagens toda decadência dessa propriedade que já foi uma fazenda de gado pertencente ao um ex-governador do RN, por cerca de 80 anos, até a década de 60; foi um grande  empreendimento financiado pelo governo federal para o plantio e beneficiamento da cana-de-açúcar; na fotografia o açude Lagoa Nova construído pelo fazendeiro Juvenal Lamartine há mais de 70 anos, sendo considerado o primeiro grande açude particular construído no RN, e o único dessa propriedade que não seca com um verão de 11 meses, sem chuvas, e hoje soterrado, e totalmente  inútil devido a salinidade da água por cloreto e nitrato de sódio,  impróprio para o abastecimento doméstico, e nocivo para irrigação da maioria das plantas; por conta desse desastre ecológico/ambiental (com a salinização da água) toda várzea do rio (único da propriedade) Camaragibe, cerca de 8 km², ou 800 hectares, está salinizada, terra preta, de alta fertilidade e grande espessura ficou CINZA por conta do salitre, aonde só nascem a árvore algaroba e a grama pirrichil; as várzeas dos rios são também as maiores depressões do terreno no semiárido, e portanto gozam de benefícios, como por exemplo: mantém a umidade por conta da menor agressão dos ventos secos, e menor incidência de luz solar; as plantas nativas dessas várzeas de rios são as mesmas do cerrado circundante, todavia o porte e a condensação indivíduos arbóreos permitem uma massa vegetal 2 vezes maior do que nas partes altas(redução de evaporação); foram as primeiras terras desmatadas na área para a agricultura intensiva e plantação de capim para alimentar o gado no verão seco; até à década de 50 as várzeas do Camaragibe, nessa propriedade, tinham lavoura de milho e feijão durante a estação chuvosa, mas havia fruticultura permanente - coqueiros, goiabeiras, mangueiras, fruta do conde, e até melancia e jerimum no verão. Até à década de 60 essa propriedade tinha 40% de matas nativas preservadas, com plantas típicas de CERRADO - umburana, angico, aroeira, catingueira, mulungu, cumaru, cardeiro, facheiro, e também plantas de caatinga: pereira, velame, marmeleiro, xiquexique, macambira. O plantio de cana-de-açúcar foi feito exclusivamente em  600 dos 800 hectares de várzeas do Camaragibe , atrás do açude Lagoa Nova, já que durante o verão as canas seriam irrigadas com  a água salobra do açude; a cana-de-açúcar, uma gramínea, suporta água ligeiramente salobra, ou terras ligeiramente salinizadas; até então a água do açude era salobra, enquanto que  a salinização das terras da várzea era muito baixa, e isolada; à medida que as secas se intensificaram na década de 90 - 1.991,92,93,95,97,98,99, o açude não recebia água das chuvas, quando a oferta de chuvas é menor que 300mm/ano; no longo verão desses anos, 70 a 80% da água desse açude fugia por evaporação, extraída pelo vento seco, sugada pela terra seca; à medida que a represa vai perdendo água, a salinidade aumenta; com o verão prolongado mais água era extraída (pelo SIFÃO) do açude para irrigar a cana-de-açúcar (da parede do açude para baixo), até o colapso total: não tem água para irrigar a cana-de-açúcar; A década de 70 (1.970+), época do plantio de cana-de-açúcar foi muito bem servida de chuvas; na década de 80 tivemos apenas 2 anos com oferta de chuvas inferior a 300mm/ano, nesta área do agreste RN.