terça-feira, 30 de julho de 2013

Educação ambiental.

Vista da colina, na caatinga, de uma das casas da Fazenda da Bonita, vendo-se o Rio São José e suas várzeas; em destaque uma linha de árvores frutíferas em uma das margens desse rio; são mangueiras com mais de 50 anos de idade, plantadas no tempo que se dispunha de água de pouca salinidade no Rio São José, no Seridó  RN; além das várzeas do rio é tudo caatinga SEM  solo (naturalmente) com vegetação arbustiva, dispersa, CLAREIRA= caatinga, aonde não se planta, e já não há sementes do PASTO para germinar, alimentos que durante 100 anos (ou mais) viabilizou a ocupação dessas terras para a criação de gado bovino; Desmatou-se indiscriminadamente as várzeas do rios e riachos, as terras mais férteis e úmidas, e ai se plantava lavoura de subsistência - milho, feijão, jerimuns, batata doce na época das chuvas (média de 400mm ou 400L/m²/ano), e nas caatingas que margeiam essas várzeas plantava-se algodão; A vegetação tem tudo a ver com os elementos climáticos de uma região, inclusive na Lei Física: um corpo atrai outro corpo na razão direta das massas e na razão inversa da distância entre as massas; A vegetação é um CORPO, massa vegetal; as nuvens e as chuvas são corpos, massa de  água; Essa lei não é única no equilíbrio do clima de um lugar, todavia, no caso da caatinga do sertão PI-CE-RN-PB-PE-AL-SE-BA, semiárido por causa da ausência, ou escassez de solo de sedimentação, um dos 4 Elementos da Natureza, o desmatamento incondicional das várzeas dos rios e riachos foi decisivo para: reduzir a oferta de chuvas, aumentar a evaporação de água do solo, e da superfície da água (dos açudes); aumentar a incidência e reflexão da luz solar - calor, luz; tornar os ventos arredios e descontrolados; enquanto a vegetação de CERRADO nas várzeas dos rios e Riachos tinha massa orgânica de 0,3m/m², na caatinga é 10 vezes menor - 0,03m³/m²; dos 500.000 km² de sertão, 250.000km² são de caatingas; foi decisivo até para reduzir a umidade do AR e do solo, alterar as porcentagens dos 4 gases atmosféricos que constituem 96% dos corpos vivos; mas nem tudo está perdido: existem formas inteligentes para se ressuscitar o sertão nordestino; o problema é que por ignorância e irresponsabiliade o Governo e a comunidade científica BR não ACEITAM mudar (transformar); A seca, a fome no nordeste BR é fruto do analfabetismo científico brasileiro. Nesta área do seridó - RN choveu menos de 100 litros de água por m² em 2.012, e menos de 150L/m² em 2.013, cerca de 1/3 da média de chuvas anuais; Assim não tem vida que aguente.