quarta-feira, 5 de março de 2014

Educação ambiental.


Nos Veredictos Anteriores vimos que toda água da Terra já foi água doce, e hoje 97,3% são de água salgada; que o sal cloreto de sódio - cloro + sódio não é um elemento natural, mas resultado da degradação ambiental, ação da Natureza ou do Homo Sapiens; que a vida foi criada microscópica (microrganismos) na água no estado gasoso, 1° estado da água, porém os vegetais e animais só podem ser criados na água no estado líquido, condição de temperatura de 5°C a 80°C. Não existe, naturalmente, vida animal e vegetal na água nos estados sólido, e gasoso, mesmo que seja água doce.
Vimos que a chuva é o único processo de suprimento da água no estado líquido nas terras emersas, habitat do Homem; que existe a vida de água salgada nos Oceanos e a vida de água doce nas terras emersas, e que uma não sobrevive no ambiente da outra.
 É provável que os microrganismos - fungos, vírus, bactérias e protozoários possam viver indiferentemente na água salgada e água doce; que 77,2% da água doce da Terra estão no estado sólido (gelo), neve, nas calotas e geleiras, fora do alcance do homem, e devem ser incorporados à água salgada dos Oceanos quando a temperatura na Terra subir 4°C até o ano 2.200 DC, quando então a água doce será 0,01 % da água da Terra - presente na atmosfera - nas nuvens e no Ar Atmosférico - condensada e vapor, condição de vida microscópica, como foi no começo.
Vimos  que o Reino Vegetal além de ser responsável pela presença da água doce nas terras  emersas é também a fonte de alimento e remédio dos animais, incluindo o Homem; é o suprimento do oxigênio da respiração aeróbia dos animais, razão pela qual o desmatamento é a principal causa da extinção da vida na Terra.
Vamos apresentar deforma sucinta a dependência do homem com a ÁGUA DOCE, e consequentemente com as chuvas em equilíbrio; cada indivíduo, por dia de 24 horas: - 50 litros de água doce para as atividades domésticas - 3 litros para beber; 8 litros para lavar e cozer os alimentos; 23 litros para lavar a roupa e a louça; 16 litros para um banho diário.
700 litros de água doce para produzir o alimento das 3 refeições diárias - café, almoço e jantar, para se ter 2.000 calorias nas 3 refeições, em vitaminas, sais minerais, açúcares, lipídios, glicídios, carboidratos: hortaliças 200g, frutas 300g, arroz 60g, feijão 80g, milho 50g(cuscuz),um ovo 60g, 500g de leite, 200g de carnes, total de 1.450g nas 3 refeições, por dia; não foram incluídos o açúcar e o café, que faz parte das refeições do Homem NE.
Para fornecer os 6m³, diariamente, de oxigênio da nossa respiração aeróbia, captado do Ar Atmosférico com 21% de oxigênio são 200m³ de massa vegetal viva, que exige, para viver, de mais de 1.000 litros de água doce, por dia. O oxigênio do Ar atmosférico, na porcentagem de 21%, seria inesgotável se não fosse a poluição atmosférica criada pelo "desenvolvimento" do Homem. O vegetal é o único elemento que pode repor, no ar atmosférico, o oxigênio de nossa respiração.
 Dentro de uma mata densa, completa com árvores, arbusto e relva, o oxigênio presente pode passar dos 40%, capaz de curar doenças infecciosas do nosso aparelho respiratório, visto que os microrganismos causadores dessas doenças são, na maioria, anaeróbios - não suportam o oxigênio.
O Homem passa vários dias sem comer, várias horas sem beber água, mas não passa 20 minutos sem respirar o oxigênio. Para comer, beber água e respirar, o homem precisa, por dia, de 1.800 litros de água doce; não dá para viver sem as chuvas.
E o que acontece com o semiárido nordestino onde a oferta de chuvas foi reduzida em 40%? É sabido que as plantas nativas (flora) escolhem lugar para nascer e viver de acordo com os elementos da Natureza, com as variáveis atmosféricas e com o relevo.
 Com o desmatamento incondicional no semiárido todas as variáveis atmosféricas foram alteradas: mudaram a luz Solar, temperatura, ar atmosférico, vento, pressão atmosférica, umidade do ar e do chão, relevo e esgotamento do solo orgânico/mineral. Quando a oferta de chuvas é de 50% do índice natural- 400mm ao ano, o Homem não consegue produzir alimentos - agropecuária; é a seca. Esse volume de chuvas corresponde a 400 litros de água doce por metro quadrado, um verdadeiro dilúvio. Acontece que o ano tem 365 dias, as plantas precisam de água todos os dias, mas essa estação chuvosa dura apenas 90 a 120 dias; o homem do semiárido copiando o problema dos desertos e semiáridos da Terra TENTOU armazenar a água da chuva, precipitada em 120 dias, para fazer agropecuárias nos 245 dias restantes do ano: fez açudes, cavou poços artesianos, fez chuva artificial, fez promessas, rezou, mais se agravou o problema;  agora temos 3 a 5 anos seguidos com oferta de chuvas variando de 200mm a 300mm ao ano; com essas medidas desastrosas o açude passa até 4 anos sem sangrar, sem renovar a água e consequentemente a água fica salgada, porque o sal é da terra - todo açude ou barragem que passar 1.000 sem renovar a água armazenada, fica com a água salgada. Com a impermeabilização do solo, com fogo, e com a redução no índice pluviométrico os lençóis não recebem suprimento de água doce das chuvas e consequentemente a água subterrânea fica salgada - menor volume de água para a mesma concentração de cloreto de sódio.
Conclusão: todas as medidas adotadas pelos governos e comunidade científica brasileiros, só agravaram o problema.
Quem conhece o problema conhece a solução no Veredicto n° 8, de 31 de outubro de 2.005,  foi ENSINADO como captar e armazenar, racionalmente, a água doce pura das chuvas para se extirpar a seca cultural nordestina.

2) Problemas e soluções ambientais - transcrição da última parte de “Um Projeto de água para um projeto de vida” única ideia de transposição de água doce de rios que daria certo no Planeta Terra.
E) A Conclusão.
Com a transfusão de água doce para o sertão de água salobro/salgada a flora e a fauna de água doce vão ser restauradas; com a manutenção da cobertura vegetal nas várzeas dos rios do semiárido (200.000km2), lavoura e pasto do gado, reduz-se a evaporação de água do solo, mantendo-se a. umidade; evita-se a erosão e lixiviação; controla-se os ventos e a temperatura; protege-se o solo dos raios ultravioletas do Sol.
A cobertura vegetal das várzeas dos rios (20%) traz benefícios para as caatingas e tabuleiros circundantes, melhorando a oferta de chuvas na área.
Com água doce abundante no semiárido a produção de alimentos é suficiente já que há' outros bens favoráveis - Luz Solar e solo agrícola, tirando essa incumbência do Rio São Francisco, que estará salvo do assoreamento que o mata, e assim, pode continuar sua missão precípua de produzir energia elétrica para o Nordeste.
As várzeas dos rios secos do semiárido, com água doce abundante, tem tudo para celeiro do Brasil.
Com a injeção de  água doce no semiárido - 50.000.000m3/dia, a água salobra vai Ter a salinidade reduzida porque isto é o inverso do processo que transforma água doce em água salobra.
Os 30 lances de canos de 50cm de diâmetro totalizam um diâmetro de 15m e uma área circular de 176,7m² para conduzir 50.000.000m³ de água doce do canal litorâneo para o interior do semiárido, por dia de 24 horas. O dia tem 86.400 segundos, o volume de água deslocado, por segundo é 50.000.000:86.400=578, 7m³ por segundo, que na área circular de 176,7m3 são 3,27 metros por segundo - celeridade da água.
O volume de água no canal cheio é de 314. 200.000m3 e o volume de água utilizada no abastecimento das cidades e na irrigação de lavoura é 51. 840. 000m³ por dia.
Apresentamos, neste texto, a 2a opção para se acabar a famigerada seca nordestina. De fato, é patente, que todos os dias os RIOS desperdiçam­- se no Mar do Nordeste, em média, 400.000.000m³ de água doce, suficiente para abastecer toda a Região e produzir alimentos para os 60.000.000 de nordestinos. Só por isso podemos afirmar que a seca nordestina é uma farsa, ou melhor, é fruto do analfabetismo cientifico brasileiro.

 Transcrito do Informativo "  O Veredicto" desta mesma Fonte Didática e Metodológica para a Ecologia e o Meio AMBIENTAL da Região Nordeste  - FEMeA - O Sentido da Vida no Rumo da Razão.

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