Nos Veredictos Anteriores vimos que toda água da Terra
já foi água doce, e hoje 97,3% são de água salgada; que o sal cloreto de sódio
- cloro + sódio não é um elemento natural, mas resultado da degradação
ambiental, ação da Natureza ou do Homo Sapiens; que a vida foi criada
microscópica (microrganismos) na água no estado gasoso, 1° estado da água,
porém os vegetais e animais só podem ser criados na água no estado líquido,
condição de temperatura de 5°C a 80°C. Não existe, naturalmente, vida animal e
vegetal na água nos estados sólido, e gasoso, mesmo que seja água doce.
Vimos que a chuva é o único processo de suprimento da
água no estado líquido nas terras emersas, habitat do Homem; que existe a vida
de água salgada nos Oceanos e a vida de água doce nas terras emersas, e que uma
não sobrevive no ambiente da outra.
É provável que
os microrganismos - fungos, vírus, bactérias e protozoários possam viver
indiferentemente na água salgada e água doce; que 77,2% da água doce da Terra
estão no estado sólido (gelo), neve, nas calotas e geleiras, fora do alcance do
homem, e devem ser incorporados à água salgada dos Oceanos quando a temperatura
na Terra subir 4°C até o ano 2.200 DC, quando então a água doce será 0,01 % da
água da Terra - presente na atmosfera - nas nuvens e no Ar Atmosférico -
condensada e vapor, condição de vida microscópica, como foi no começo.
Vimos que o
Reino Vegetal além de ser responsável pela presença da água doce nas terras emersas é também a fonte de alimento e remédio
dos animais, incluindo o Homem; é o suprimento do oxigênio da respiração
aeróbia dos animais, razão pela qual o desmatamento é a principal causa da
extinção da vida na Terra.
Vamos apresentar deforma sucinta a dependência do
homem com a ÁGUA DOCE, e consequentemente com as chuvas em equilíbrio; cada
indivíduo, por dia de 24 horas: - 50 litros de água doce para as atividades
domésticas - 3 litros para beber; 8 litros para lavar e cozer os alimentos; 23
litros para lavar a roupa e a louça; 16 litros para um banho diário.
700 litros de água doce para produzir o alimento das 3
refeições diárias - café, almoço e jantar, para se ter 2.000 calorias nas 3
refeições, em vitaminas, sais minerais, açúcares, lipídios, glicídios,
carboidratos: hortaliças 200g, frutas 300g, arroz 60g, feijão 80g, milho
50g(cuscuz),um ovo 60g, 500g de leite, 200g de carnes, total de 1.450g nas 3
refeições, por dia; não foram incluídos o açúcar e o café, que faz parte das
refeições do Homem NE.
Para fornecer os 6m³, diariamente, de oxigênio da
nossa respiração aeróbia, captado do Ar Atmosférico com 21% de oxigênio são 200m³
de massa vegetal viva, que exige, para viver, de mais de 1.000 litros de água
doce, por dia. O oxigênio do Ar atmosférico, na porcentagem de 21%, seria
inesgotável se não fosse a poluição atmosférica criada pelo
"desenvolvimento" do Homem. O vegetal é o único elemento que pode
repor, no ar atmosférico, o oxigênio de nossa respiração.
Dentro de uma
mata densa, completa com árvores, arbusto e relva, o oxigênio presente pode
passar dos 40%, capaz de curar doenças infecciosas do nosso aparelho respiratório,
visto que os microrganismos causadores dessas doenças são, na maioria,
anaeróbios - não suportam o oxigênio.
O Homem passa vários dias sem comer, várias horas sem
beber água, mas não passa 20 minutos sem respirar o oxigênio. Para comer, beber
água e respirar, o homem precisa, por dia, de 1.800 litros de água doce; não dá
para viver sem as chuvas.
E o que acontece com o semiárido nordestino onde a
oferta de chuvas foi reduzida em 40%? É sabido que as plantas nativas (flora)
escolhem lugar para nascer e viver de acordo com os elementos da Natureza, com
as variáveis atmosféricas e com o relevo.
Com o
desmatamento incondicional no semiárido todas as variáveis atmosféricas foram
alteradas: mudaram a luz Solar, temperatura, ar atmosférico, vento, pressão
atmosférica, umidade do ar e do chão, relevo e esgotamento do solo
orgânico/mineral. Quando a oferta de chuvas é de 50% do índice natural- 400mm
ao ano, o Homem não consegue produzir alimentos - agropecuária; é a seca. Esse volume
de chuvas corresponde a 400 litros de água doce por metro quadrado, um
verdadeiro dilúvio. Acontece que o ano tem 365 dias, as plantas precisam de
água todos os dias, mas essa estação chuvosa dura apenas 90 a 120 dias; o homem
do semiárido copiando o problema dos desertos e semiáridos da Terra TENTOU
armazenar a água da chuva, precipitada em 120 dias, para fazer agropecuárias
nos 245 dias restantes do ano: fez açudes, cavou poços artesianos, fez chuva
artificial, fez promessas, rezou, mais se agravou o problema; agora temos 3 a 5 anos seguidos com oferta de
chuvas variando de 200mm a 300mm ao ano; com essas medidas desastrosas o açude
passa até 4 anos sem sangrar, sem renovar a água e consequentemente a água fica
salgada, porque o sal é da terra - todo açude ou barragem que passar 1.000 sem
renovar a água armazenada, fica com a água salgada. Com a impermeabilização do
solo, com fogo, e com a redução no índice pluviométrico os lençóis não recebem
suprimento de água doce das chuvas e consequentemente a água subterrânea fica
salgada - menor volume de água para a mesma concentração de cloreto de sódio.
Conclusão: todas as medidas adotadas pelos governos e
comunidade científica brasileiros, só agravaram o problema.
Quem conhece o problema conhece a solução no Veredicto
n° 8, de 31 de outubro de 2.005, foi
ENSINADO como captar e armazenar, racionalmente, a água doce pura das chuvas
para se extirpar a seca cultural nordestina.
2) Problemas e soluções ambientais - transcrição da última parte de “Um
Projeto de água para um projeto de vida” única ideia de transposição de água
doce de rios que daria certo no Planeta Terra.
E) A Conclusão.
Com a transfusão de água doce para o sertão de água
salobro/salgada a flora e a fauna de água doce vão ser restauradas; com a
manutenção da cobertura vegetal nas várzeas dos rios do semiárido (200.000km2),
lavoura e pasto do gado, reduz-se a evaporação de água do solo, mantendo-se a.
umidade; evita-se a erosão e lixiviação; controla-se os ventos e a temperatura;
protege-se o solo dos raios ultravioletas do Sol.
A cobertura vegetal das várzeas dos rios (20%) traz
benefícios para as caatingas e tabuleiros circundantes, melhorando a oferta de
chuvas na área.
Com água doce abundante no semiárido a produção de
alimentos é suficiente já que há' outros bens favoráveis - Luz Solar e solo
agrícola, tirando essa incumbência do Rio São Francisco, que estará salvo do
assoreamento que o mata, e assim, pode continuar sua missão precípua de
produzir energia elétrica para o Nordeste.
As várzeas dos rios secos do semiárido, com água doce
abundante, tem tudo para celeiro do Brasil.
Com a injeção de água doce no semiárido - 50.000.000m3/dia, a
água salobra vai Ter a salinidade reduzida porque isto é o inverso do processo
que transforma água doce em água salobra.
Os 30 lances de canos de 50cm de diâmetro totalizam um
diâmetro de 15m e uma área circular de 176,7m² para conduzir 50.000.000m³ de
água doce do canal litorâneo para o interior do semiárido, por dia de 24 horas.
O dia tem 86.400 segundos, o volume de água deslocado, por segundo é 50.000.000:86.400=578,
7m³ por segundo, que na área circular de 176,7m3 são 3,27 metros por
segundo - celeridade da água.
O volume de água no canal cheio é de 314. 200.000m3 e
o volume de água utilizada no abastecimento das cidades e na irrigação de
lavoura é 51. 840. 000m³ por dia.
Apresentamos, neste texto, a 2a opção para se acabar a
famigerada seca nordestina. De fato, é patente, que todos os dias os RIOS desperdiçam-
se no Mar do Nordeste, em média, 400.000.000m³ de água doce, suficiente para
abastecer toda a Região e produzir alimentos para os 60.000.000 de nordestinos.
Só por isso podemos afirmar que a seca nordestina é uma farsa, ou melhor, é
fruto do analfabetismo cientifico brasileiro.
Transcrito do Informativo " O Veredicto" desta mesma Fonte Didática e Metodológica para a Ecologia e o Meio AMBIENTAL da Região Nordeste - FEMeA - O Sentido da Vida no Rumo da Razão.
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