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O homem da terra – o oleiro.
Aquele que trabalha em olaria fabricando
peças e artefatos de argila (barro). Há também os artesões que produzem peças
artísticas e ornamentais de argila, classificados como artistas plásticos, com
conhecimentos empíricos ou técnicos. Vamos mostrar o “oleiro” que fabrica
tijolos e telhas no processo manual, artesanal, rústico. O tijolo rígido
produzido no Nordeste é o mesmo há 3.000 anos, quando foi produzido pelos povos
indígenas Incas, Asteca e Maias, que construíam suas moradias e palácios com tijolos
de argilas secos ao Sol, mas também “queimavam” essas peças de argila em fornos
aquecidos com o fogo da lenha, uma forma do tijolo ter maior durabilidade e
suportar as intempéries. Na Ilha de Marajó, Brasil, índios desenvolveram uma
cerâmica artística, a cerâmica marajoara, estudada ainda hoje como exemplo da
evolução do homem. A telha de argila mais conhecida e usada no Brasil é a
“colonial”, que recebe essa denominação por ter sido trazida pelos
colonizadores; essa telha é conhecida da Humanidade a mais de 2.000 anos. O
tijolo de 6 ou 8 furos é uma ideia dos americanos e chegou ao Brasil a mais de
50 anos. De acordo com Gn 1,12 e 24 Deus foi o primeiro oleiro, ao fazer de
terra, barro, solo, todos os seres vivos, inclusive o Homo Sapiens, atual espécie
humana. A tecnologia do homem já deveria ter EVOLUÍDO para criar um tijolo e
uma telha de argila que atendessem a engenharia do Século XXI, mas não é o que
acontece: o tijolo rígido é pesado e o calor do forno não assa uniformemente o
tijolo; não suporta a umidade ambiental; a dilatação, por choques ou mudança de
temperatura, é diferente da dilatação da massa cimento/areia, da junção. O
tijolo americano é oco (quando na parede de alvenaria), não suporta pressão de
esmagamento e pode ser estraçalhado com uma martelada; A telha colonial é feia,
frágil, pesada e seu corpo em forma de arco é incompatível com o madeirame; o
telhado com telhas coloniais se transforma em casa de ratos, morcegos, baratas,
microrganismos, todo tipo de sujeira, mas tem sido usado para captar água das
chuvas para as cisternas do Nordeste, pura irracionalidade. Deus fez a vida de
barro, mas o homem não consegue UTILIZAR esse mesmo barro para transformar sua
casa em um ambiente sadio, acolhedor. Quer dizer: é só uma questão de racionalidade.
No Nordeste há uma grande variedade de solos que combinados, estrategicamente,
permitem construírem-se peças de argila que reduziriam em 80% o tempo de
“queimagem” do tijolo e da telha de barro, tempo que no forno está em torno de 480
minutos, um verdadeiro desastre ambiental. É possível também combinar-se a
argila com materiais que o homem chama de lixo e assim reduzir para 20 minutos
o tempo de queimagem do tijolo e da telha. Como se vê, é só uma questão de
racionalidade. Temos pesquisas nesse campo de atividade; consulte-nos no
endereço postal do Cabeçalho deste Veredicto. Fotos 5 e 6.
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