terça-feira, 4 de março de 2014

Educação ambiental.




3) O homem da terra – o oleiro.
     Aquele que trabalha em olaria fabricando peças e artefatos de argila (barro). Há também os artesões que produzem peças artísticas e ornamentais de argila, classificados como artistas plásticos, com conhecimentos empíricos ou técnicos. Vamos mostrar o “oleiro” que fabrica tijolos e telhas no processo manual, artesanal, rústico. O tijolo rígido produzido no Nordeste é o mesmo há 3.000 anos, quando foi produzido pelos povos indígenas Incas, Asteca e Maias, que construíam suas moradias e palácios com tijolos de argilas secos ao Sol, mas também “queimavam” essas peças de argila em fornos aquecidos com o fogo da lenha, uma forma do tijolo ter maior durabilidade e suportar as intempéries. Na Ilha de Marajó, Brasil, índios desenvolveram uma cerâmica artística, a cerâmica marajoara, estudada ainda hoje como exemplo da evolução do homem. A telha de argila mais conhecida e usada no Brasil é a “colonial”, que recebe essa denominação por ter sido trazida pelos colonizadores; essa telha é conhecida da Humanidade a mais de 2.000 anos. O tijolo de 6 ou 8 furos é uma ideia dos americanos e chegou ao Brasil a mais de 50 anos. De acordo com Gn 1,12 e 24 Deus foi o primeiro oleiro, ao fazer de terra, barro, solo, todos os seres vivos, inclusive o Homo Sapiens, atual espécie humana. A tecnologia do homem já deveria ter EVOLUÍDO para criar um tijolo e uma telha de argila que atendessem a engenharia do Século XXI, mas não é o que acontece: o tijolo rígido é pesado e o calor do forno não assa uniformemente o tijolo; não suporta a umidade ambiental; a dilatação, por choques ou mudança de temperatura, é diferente da dilatação da massa cimento/areia, da junção. O tijolo americano é oco (quando na parede de alvenaria), não suporta pressão de esmagamento e pode ser estraçalhado com uma martelada; A telha colonial é feia, frágil, pesada e seu corpo em forma de arco é incompatível com o madeirame; o telhado com telhas coloniais se transforma em casa de ratos, morcegos, baratas, microrganismos, todo tipo de sujeira, mas tem sido usado para captar água das chuvas para as cisternas do Nordeste, pura irracionalidade. Deus fez a vida de barro, mas o homem não consegue UTILIZAR esse mesmo barro para transformar sua casa em um ambiente sadio, acolhedor. Quer dizer: é só uma questão de racionalidade. No Nordeste há uma grande variedade de solos que combinados, estrategicamente, permitem construírem-se peças de argila que reduziriam em 80% o tempo de “queimagem” do tijolo e da telha de barro, tempo que no forno está em torno de 480 minutos, um verdadeiro desastre ambiental. É possível também combinar-se a argila com materiais que o homem chama de lixo e assim reduzir para 20 minutos o tempo de queimagem do tijolo e da telha. Como se vê, é só uma questão de racionalidade. Temos pesquisas nesse campo de atividade; consulte-nos no endereço postal do Cabeçalho deste Veredicto. Fotos 5 e 6.


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