9)Curiosidades
locais. A fábrica de dinheiro na casa do ferreiro.
Até 1.942 a moeda brasileira era a mesma moeda de
Portugal – o Real, que no Brasil se chamou réis, contos de réis e teve moedas
de ouro, prata, bronze. De 1.942
a 1967 foi o cruzeiro; de 67 a 70 o cruzeiro novo; de 70 a 86 novamente o cruzeiro;
de 86 a
89 o cruzado; de 89 a
90 o cruzado novo; de 90 a
93 cruzeiros; de 93 a
94 cruzeiros reais; em 1.994 o Real novamente. Até 1.966 o dinheiro brasileiro
era produzido (cédulas e moedas) em Londres – Inglaterra. A casa da moeda do
Brasil era apenas depósito e distribuição desse dinheiro. No Governo de
Juscelino Kubitschek, e durante a construção de Brasília, o Brasil fabricou
moedas de alumínio, cruzeiro e centavos de cruzeiro. No interior do RGN havia um ferreiro(confecciona e restaura
ferramentas de sapa, agrícolas, espingardas) que cunhava moedas de alumínio que
seria impossível, a um perito, distinguir a moeda oficial da moeda clandestina.
Os donos de mercearias sabiam da produção de dinheiro local, mas não reclamavam
já que a cópia permitia a circulação, sem problemas. O alumínio era adquirido
no lixo – pedaços de caçarolas, caldeirões, colheres, conchas. Certo dia faltou
açúcar para adoçar o leite do filho caçula do ferreiro, e como não havia sucata
de alumínio para fabricar umas moedas para comprar o açúcar, o ferreiro
transformou várias moedas de alumínio, de centavos, em moedas(cunhadas) de
cruzeiro e assim, ainda quentes do fogo da cunhagem, mandou o filho mais velho à
bodega para comprar o necessário açúcar;
o bodegueiro sentiu, literalmente, o calor das moedas; ao entregar o açúcar
para o menino, portador, falou: diga a seu pai que da próxima vez deixe pelo
menos o dinheiro esfriar.
Transcrito do Informativo O Veredicto, desta mesma Fonte Didática e Metodológica para a Ecologia e o Meio Ambiental da Região Nordeste - FEMeA; O Sentido da Vida no Rumo da Razão.
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