quarta-feira, 5 de março de 2014
Educação ambiental.
Agreste RN vendo-se o corte feito no terreno (para a estrada carroçável) com um solo arenoso que se prolonga desde a parte escavada até uma superfície na altura de 70cm, o que nos faz supor que esse solo tem espessura de 1m. Isto apesar de ser uma área NUA, e não totalmente plana (que pode sofrer erosão), e se vê as famigeradas coivaras, que são montes de garranchos secos das plantas arbóreas que tentam nascer no roçado do Homem semiárido; todos os anos é a mesma agressão: arranca-se as plantas e botam-se fogo, transformando-se tudo em cinzas, carvão fumaça, fuligem, elementos que não tem vestígios de vida; a palavra "coivara" para definir um monte de lenha a ser queimada, tem origem indígena; a aversão que o Homem nordestino tem pelas matas vem desde o tempo da colonização: para se instalar no sertão, ou no agreste desmatava-se uma área para a casa, as casas dos agregados da família, área para o curral do gado, campo para as vaquejadas; uma sede de fazenda ocupava uma área de 20 hectares ( ou mais) para deixar uma visão ampla para evitar surpresa de ataque de feras (onças), ou dos índios; as plantas rasteiras igualmente eliminadas, terreno sempre limpo, varrido, queimado para evitar que as cobras circulassem entre a mata e as casas; além do mais, MATA vem do verbo matar, ou significa desMATAR; para a construção de um açude a área desmatada é dezenas de vezes maior do que a área que vai ser ocupada pela represa do açude: a área sem vegetação não retém água, que assim escorre mais água para o açude; sem vegetação na área do açude não tem matéria orgânica para apodrecer na água; esta é a visão do engenheiro civil, mas ecologicamente a cobertura vegetal em torno do represamento de água do açude reduz a evaporação, e evita a erosão que causa o assoreamento.
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