terça-feira, 27 de agosto de 2013

Educação ambiental.

A INVOLUÇÃO do Homem na Terra está retratada na ocupação do Homem no Nordeste; Dando prosseguimento à introdução da postagem anterior, quando abordamos a causa da extinção  de 13 espécies de hominídeos nos últimos 10 milhões de anos, tudo atribuído a sua inabilidade ás transformações que aconteceram naturalmente nesta  nossa NAVE sideral, a Terra, estamos, neste estudo comparativo, projetando o futuro do Homem no Nordeste, a partir do que supostamente seria evolução; Nesta fotografia uma casa no meio da caatinga do RN, fechada, mas com um poste de eletrificação, uma cisterna ligada aos beirais da casa por um sistema de canos, obra do progresso; também um prédio abandonado, que teria sido uma escola na zona rural, também "progresso", desenvolvimento do Brasil.
Na época que a escola foi construída, a partir de um planejamento que obedecia normas do governo brasileiro, era uma forma de levar educação, instrução ao Homem (jovens, crianças) do campo, da área rural; a escolha do local para a construção do prédio da escola obedecia ao número de habitantes nessa área; do lado esquerdo, uma sala de aula, e à direita a secretaria e direção da escola; provavelmente a diretora e professora vinham da sede (cidade) do município, ou vinham para casa de amigos, familiares onde passavam a semana dando aula; 30, ou mais alunos com  séries diferentes do ensino primário, do 1º ao 3º ano pela manhã, e 4ª e 5ª série à tarde; livros, material escolar do governo, muito pouco; lápis, caneta, borracha adquiridas pelos pais dos alunos, também deficitários; de 20 alunos que conseguiam terminar a 5ª série, um ou outro conseguia ingressar no ADMISSÃO ao colegial; crianças com mais de 7 anos de idade, e jovens que  estudavam pela manhã, ajudavam os pais à tarde nas tarefas da roça; o mesmo aconteciam com quem estudava à tarde, ajudavam-se no "roçado", pela manhã na lida com a "criação" de caprinos, ovinos, bovinos, e com os animais de montaria - equídeos,  muares que os levariam à feira (no sábado, ou no domingo)livre na cidade (sede do município, ou vizinho); plantavam-se (na época das chuvas) milho, feijão, batata doce, jerimum; criava-se as vacas e as cabras que davam leite, até para fazer queijo; criavam-se ovinos e caprinos para fornecer carnes; galinhas para ovos e carne, e ainda sobrava os bichinhos para ser vendidos nas cidades, para comprar-se o que a "roça" não produzia; Alumas coisas que não dava para se comprar com essa produção, comprava-se FIADO na "bodega", no armazém de panos(tecido, roupa) e calçados, e no final do ano pagava-se com a apanha de algodão; Quando era ano de El ñino, que acontecia de 8 em 8 anos, os 300mm de chuvas não davam para se plantar e se criar gado; o inverno normalmente começa em janeiro no semiárido, e já no mês de dezembro do ano anterior preparava-se  o roçado para o plantio, havendo quem plantasse no (chão) seco já contando com a chuva em janeiro, mas se até o mês de abril a chuva não chegasse, era seca; Aí o governo federal mandava mercadoria para manter o Homem nordestino nas frentes de trabalho, trabalhando de segunda a sexta feira em troca de 4 a 5 kg de gêneros de primeira necessidade, quase sempre mercadoria de má qualidade: arroz com gorgulhos, feijão que não cozinhava, jabá  mofada, Etc; nessas frentes de emergência cava-se um buraco no chão para entupir outro buraco, sem qualquer fundamento - uma forma de manter o Homem ocupado, que na sua ingenuidade agradecia aos homens do "poder" pelo "comer"; se o homem conseguia fugir do Nordeste para o Sudeste, ou para o Sul, vendendo tudo o que tinha para a viagem, quase sempre era tratado nessas regiões como sub-raças, analfabeto, ignorante. O governo construía açudes, poços tubulares, ETC como suposta solução para o semiárido, mas a partir de 1.970 o clima ficou doidão: quando não eram enchentes acabando com as cidades da zona da mata NE e, arrombando os açudes do sertão, era 3 a 4 anos de invernos inferiores a 200mm por ano; os açudes não tomam água, os lençóis subterrâneos se esgotando, ou ficando salgado; o semiárido CONGELOU nessa situação, o Homem do campo fugiu para as cidades do NE, já que nas regiões Sul e Sudeste, mais desenvolvidas, a miséria campeia igualmente, e pior: violência, praga, doenças, morte.