segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Educação ambiental.

Mandiocal verde em pleno verão sem chuvas, mostrando que a planta dispõe de formas de armazenamento de água; de fato o tubérculo, raízes da mandioca tem muita água que a  mantém verde (caule e folhas) durante o verão; além da farinha e da fécula (goma) o índio fazia uma bebida alcoólica (fermentada), o que levou o governo brasileiro a tentar fazer biocombustível da mandioca, ideia fracassada por razões que não cabem ser apresentadas aqui; O nortista e o nordestino são os povos que mais comem (comiam) a farinha de mandioca, mas  a goma continua sendo apreciada por todos; A mandioca só ficou conhecida na Europa e na África depois do descobrimento do Brasil; os povos indígenas das Regiões Sul e Sudeste não conheciam a mandioca, ou não aproveitavam como alimento; Existem outros tipos mandiocas, além da macaxeira, nativas no Nordeste; a maniçoba, que na realidade é uma árvore com raízes tuberosas, da família da seringueira (lactínea) e a "manipeba" um arbusto maior que a mandioca, com tubérculos(raízes) enormes, com muita massa para farinha; Enquanto a mandioca e macaxeira estão prontas para a colheita (dos tubérculos) com 6 meses de vida na zona da mata e Nordeste Amazônico, e 8 meses, ou 1 ano de vida no restante do NE, a MANIPEBA cresce durante vários anos; é provável que o tubérculo da manipeba tenha o mesmo veneno cianeto da mandioca, sendo necessário todo o tratamento para tornar-lo comestível; Quanto à maniçoba, até suas folhas são tingui para o gado, portanto com outras substâncias venenosas no corpo; Há notícias de que na seca de 1.877 a 1.979 o nordestino comeu farinha do tubérculo da maniçoba e manipeba;  o caule e galhos da mandioca e macaxeira são chamados de "maniva", sendo uma das formas de reprodução, mas ambas tem sementes; a maniva da mandioca e da macaxeira é passado em forrageira para alimento do gado, mas suas folhas são a parte mais nutritivas da planta, sendo empregada como alimento de gente na África, e provavelmente em alguma parte do NEBR; um dos inconvenientes do cultivo da mandioca e macaxeira é que elas esgotam rapidamente os solos; como no NE não se faz a reposição dos nutrientes minerais utilizados pela lavoura, o plantio da mandioca, seguidamente por 3 anos, é capaz de esgotar totalmente o solo; No solo argilosos de massapê da zona da mata, ou no barro "de louça" do agreste e sertão, a cova para o plantio (maniva) da mandioca e macaxeira é feita no terreno molhado, colocando-se estrume de gado, não só para fertilizar, mas para manter a terra fofinha para o desenvolvimento das raízes;  no agreste e sertão plantam-se mandioca no aristo, terreno arenoso (mostrado na fotografia), o que facilita o desenvolvimento da raiz, mas por outro lado o arisco é muito pobre em nutrientes minerais;  a Agricultura Científica tornaria viável o cultivo de tubérculos nativos no NE para substituir o trigo no pão;