terça-feira, 27 de novembro de 2012

Educação ambiental científica;

Um quadro fotográfico que aparentemente  representa vida: vegetação arbórea verde, e no centro um lago com um espelho de água; essa imagem engana; esta postagem é a continuidade das postagens anteriores, focalizando o rio Camaragibe que nasce em Riachuelo, atravessa os municípios de Santa Maria, São Pedro, Ielmo Marinho e desemboca no rio Potengi na divisa de Ielmo Marinho e São Gonçalo do Amarante, percurso de cerca de 41 km. A vegetação que se ver é algaroba, uma árvore trazida dos desertos do México e da América do Sul, altamente agressiva ao ambiente do semiárido NE; O espelho que reflete imagens tão bonitas na fotografia é SALMOURA, que de tão grossa, pesada não evapora, nem se infiltra no chão, e tem origem em 2 tipos de Sais: nitrato de sódio, predominantemente - NaNO3, e NaCl - cloreto de sódio, e estes, tudo a ver com a famigerada, secular seca nordestina; Não é natural, não é obra da natureza; A algaroba, oriunda de ambiente com solo pobre e água salobra, salgada, é a única árvore que consegue viver na várzea de salitre e água salgada deste ambiente;
Para continuarmos mostrando o desastre ambiental causado, por ignorância e irresponsabilidade, que ocasionou a morte desse rio Camaragibe, vejamos, na visão científica: o rio de água corrente é rio vivo - tem sangue (água) circulando, e coração - força propulsora da água; rio temporário é cardíaco; rio seco é rio morto, rio poluído é fossa; com SALMOURA é uma BOMBA! O rio Camaragibe foi temporário - todos os anos, na estação das chuvas, tinha água doce das chuvas correndo no sei leito; com o desmatamento bestial na área - para os campos de lavoura e pastagens do gado; com a construção desenfreada de açudes no seu leito, passam-se até 3 anos sem ter água corrente das chuvas no seu leito - é rio morto;