terça-feira, 27 de novembro de 2012

Educação ambiental científica;

Dando continuidade ao trabalho de pesquisa de campo no rio Camaragibe, de repente uma imagem que tem tudo a ver com a morte, não apenas do rio, mas aponta o FIM do nordeste brasileiro; Gado e lixo juntos é apenas um dos vetores do processo de destruição; o rio Camaragibe tem 60% do seu corpo estabelecido nas terras do assentamento do INCRA, e a imagem do lixo físico e cultural é em uma dessas agrovilas; o gado é comprado na chamada "agricultura familiar", que no semiárido funciona como uma modalidade  que o governo federal, por intermédio do órgão representante, no caso o PRONAF, sindicatos e associações tem, de distribuir dinheiro público que na teoria funciona como assistência ao agricultor, mas como NUNCA há produção, termina sendo mais um tipo de paternalismo e assistencialismo nojentos; o lixo, da fotografia, é irmão "siamês" da humanidade; onde tiver um, aí está o outro, e de acordo com a cultura humana, quando mais variado e volumoso for o lixo, mais simboliza o progresso, a riqueza, desenvolvimento de um povo; As vacas estão no lixo como uma das minguadas opções de alimentação??? que o homem (o dono) lhes oferece; Os plásticos do lixo são embalagens de alimentos do homem, normalmente com resíduos, cheiro e sabor da diversidade alimentar, uma guloseima (para a vaca) melhor do que capim verde, além de ser uma mudança da rotina alimentar; funciona para a vaca, como acontece quando a família humana "vai comer fora". Mas comer lixo tem um preço, como veremos na postagem seguinte.