quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Educação ambiental científica;

Poço tubular a catavento construído junto ao leito do rio Camaragibe a 7 km das nascentes; está localizado entre a BR 304 e a Serra da Formiga - Riachuelo-RN; já mostramos em outras postagens que o RN (e provavelmente todo semiárido NE) tem um "trambolho" destes para cada  10 km², e recentemente o governo federal tem apresentado recursos financeiros para escavar novos poços no NE; temos mostrado que no semiárido não há água subterrânea até 200 m de profundidade (por razões físicas que explicaremos logo mais); trata-se de uma solução química salgada (com NaCl - cloreto de sódio) e mais 50 elementos químicos da própria terra, mas também, como já vimos em postagens anteriores, tem algas; é um lixo-líquido grosso, mal cheiroso, turvo, e não há tratamento que possa transformar "isso" em água; O moinho de vento constituído de pás, em cima da estrutura de ferro, tem um êmbolo ligado a uma bomba de sucção presa na boca do poço, e assim extrai o lixo das entranhas da terra e lança-o em cima da terra, no caso o "tanque" da fotografia que transborda; o terreno do leito do rio e suas várzeas, que já tinham salitre NaNO3 criado pelas agressões ambientais do Homem local, recebe mais um sal, desta feita extraído do fundo da terra pelo catavento; De acordo com a ciência humana em voga, o sal cloreto de sódio é criado no NE semiárido devido a abundância dos sais Na= sódio, e Cl = cloro, que a água doce das chuvas, agindo como solvente e substrato da Natureza estabelece, eletronicamente, a eletrovalência entre o cloro e o sódio - é a explicação teórica; na prática aproveita-se apenas o final do enunciado: a eletrovalência entre o cloro e o sódio; Quanto a abundância desses sais no semiárido, há uma explicação plausível: cloro e sódio são nutrientes minerais dos corpos vivos de animais e vegetais; a  massa vegetal do semiárido NE (nativa) é inferior, em volume, a 0,25m³/m², enquanto na caatinga, semiárido natural, é de 0,02m³/m², o que significa dizer que o sódio e o cloro (e outros minerais do chão) estão em excesso no solo do semiárido, facilmente integrando-se como molécula do sal cloreto de sódio; a fauna é proporcional à flora; Tanto no agreste (da fotografia) como no sertão NE a vegetação (nativa) foi sumariamente eliminada nos últimos 200 ANOS, mais cloro e sódio  em cima do chão para virar sal; Os rios que nascem no sertão e agreste do PB-PE-AL-SE-BA, e parte do RN atravessam a zona da mata, antes de chegar ao Mar, mas devido a grande (relativa) oferta de chuvas (acima de 1.500L/m²) de água doce, da zona da mata, ao ano, a água doce dos rios (alguns perenes) da zona da reduzem o teor de sal que vem nos rios do sertão e agreste; no caso do Potengi, RN, o rio tem a foz em Natal, e atravessa a zona da mata em Macaíba e São Gonçalo do Amarante, mas na foz a água é salgada por causa do Mar (que avança vários km no Potengi); O rio Camaragibe, em pauta, desemboca no Potengi; durante as chuvas de La ñina, quando o Camaragibe dar muitas cheias, enxurradas, a quantidade de água doce reduz a salinidade dos sais NaNO3 e NaCl que estão impregnados no leito do rio, e as vezes nas várzeas laterais. Toda água da chuva que tem contato com a litosfera, ou corpos da litosfera, adquire elementos estranhos, a exemplo dos sais; desta explicação fica uma lição, ensinamento para reduzir a salinidade  da água no semiárido:captar e armazenar água doce das chuvas para fazer a água corrente, doce, fluir no rio na maior parte do ano, lembrando que o verão do semiárido é de 8 a 11 meses, por ano, sem chuvas; injetar água doce, por pressão, nos lençóis subterrâneos, e para isto aproveitando os inúmeros poços tubulares existentes (como o da fotografia); neste caso, simultaneamente, poderia-se aumentar  a água dos açudes, que terá  menor teor de sal, além de que a água corrente entrando no açude de água parada, vai fazer a oxigenação, favorecendo a vida, produção de peixes; A solução para reduzir a salinidade da água no semiárido não é simples, mas existe; Todavia convém lembrar que é perfeitamente possível captar e armazenar-se, em quantidade e qualidade, a água doce das chuvas, em qualquer lugar do semiárido, para o abastecimento das cidades e para se fazer agricultura, de tal forma que o açude, o poço tubular, os rios, as cisternas com o lixo do telhado das casas  são dispensados para a agricultura e abastecimento urbano, MAS os açudes e rios, com água,  são fundamentais para o clima no semiárido, lembrando que a água captada e armazenada do Projeto não evapora, e só participa do CICLO da água quando utilizada na agricultura;